A tensão no ambiente era quase palpável. Lucretia olhava para Rhys de uma maneira intensa e, engolindo em seco, sem tirar os olhos dela, ele se aproximou mais.
— Eu não foderia uma escrava, não prometeria casamento a ela, não estaria bem na frente da minha escrava, louco para beijá-la e fazê-la minha. — Ele falou baixo, mas enviou ondas pelo corpo de Lucretia.
— Você me mandou vestir aquela roupinha horrível no meu primeiro dia aqui!
— Eu não dormiria com você, Lucretia. Tenho meus princípios e uma escrava é uma escrava. Dormir com uma fêmea nessa condição, para mim, é como obrigá-la a transar comigo. E eu não preciso disso. — Ele sorriu de lado, sem humor. — Meu pau nem subiria.
Mas ele tinha ficado excitado, porque Lucretia era diferente. Ela não era realmente escrava dele, mas uma visita que estava sendo mantida, sem um pingo de vontade.
Os lábios dela tremiam e Rhys passou o polegar ali.
— Você é sexy pra caralho, sabia disso? Não sei como não tinha uma fila de machos tentando furar o olho do Sheffer.
Ele não era do tipo que se interessava pela mulher dos outros, porém, Rhys não conseguia afirmar para ele mesmo que, se tivesse colocado os olhos em Lucretia, mesmo ela comprometida — inferno, mesmo ela casada e marcada! —, ele não iria desejá-la intensamente.
Mesmo no estado deplorável dela, quando chegou ao ShadowBlood, ele não conseguiu não sentir nada. O corpo dele parecia ter vontade própria. Mas na ocasião, o ódio falava mais alto.
[“Não seja mentiroso! Você estava louco pra prová-la!”] Embry o provocou internamente.
[“Como eu disse, ela é gostosa.”]
O beijo que ele deu em Lucretia, dessa vez, ela não resistiu e eles se deixaram ser levados pelos desejos do momento.
A mordida que Rhys deu no ombro de Lucretia, enquanto a devorava por trás, chegou bem perto de uma marcação. Embry comemorava dentro de Rhys, no entanto, quando este não prosseguiu, o lobo ficou furioso.
[“Anda logo!”]
Mas Rhys não o faria. Não antes da cerimônia. Lucretia seria marcada no momento certo.

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