É justificável que um homem mais velho, que não se aproxima de mulheres, não saiba como lidar com elas.
Bem feito que ele esteja solteiro há tantos anos.
— Atchim!
Caminhando na frente, Sebastian espirrou de repente.
Ele esfregou o nariz e pensou: com certeza o velho está o xingando pelas costas.
No restaurante do clube dentro do Royal Golf Club.
O ambiente era tranquilo, a decoração era elegante e discreta, revelando um luxo contido em todos os lugares, silencioso e privado.
Eles entraram em uma sala independente, longe do salão principal, com janelas do chão ao teto de frente para a paisagem do gramado lá fora.
Assim que os três se sentaram, o garçom avançou silenciosamente para servir a comida.
Sebastian sentou-se no lugar principal e sorriu gentilmente para Beatriz. — Srta. Cavalcante, por favor.
Beatriz sentou-se à sua esquerda.
Pela lógica, Theo deveria sentar à direita de Sebastian ou de frente para eles. Mas, surpreendentemente, ele não evitou em nada e sentou-se ao lado dela.
Estando espremida entre o tio e o sobrinho, Beatriz de repente se sentiu desconfortável por inteira, com o coração batendo descompassado.
Porém, Henrique pegou o menu com naturalidade, baixou os olhos para folhear, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
— A comida cantonesa deste lugar é autêntica. A Srta. Cavalcante tem alguma restrição alimentar?
— Como de tudo, não sou exigente.
— É bom não ser exigente. — Sebastian sorriu e olhou para o próprio sobrinho, dizendo casualmente: — Ao contrário do meu sobrinho, que evita pimenta, não come gengibre e nem toca em coentro.
Beatriz se assustou levemente e seu coração apertou sem motivo.
Ela lembrou de repente que Arthur também nunca comia gengibre e coentro. Quando ela cozinhava para ele no passado, sempre os tirava cuidadosamente...
Sebastian ergueu a xícara de chá, tomou um gole e falou de forma casual.

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