Depois de desligar, ele ergueu os olhos para ela, levantando a sobrancelha.
— Sua amiga é bem esperta. Soube onde se esconder e salvou a própria pele.
O coração de Beatriz finalmente se acalmou, e ela saltou do sofá. — Então eu vou para a casa dela esperar.
Assim que passou por ele, o homem a segurou pelo pulso, puxando-a com força para um abraço firme.
Braços fortes a apertaram pela cintura.
— Quem disse que ela vai voltar para lá?
Beatriz piscou. — Como assim?
— Ela viu o rosto daquelas pessoas. Acha que ela estaria segura voltando para casa? — Theo expôs os fatos calmamente.
O coração dela acelerou de pânico. — Então, o que vamos fazer?
— Já mandei o Breno buscá-la para ir direto à delegacia dar depoimento.
— Ela só vai estar a salvo quando cooperar com a polícia e prenderem aquela gangue toda.
Theo olhou para a mulher tensa em seus braços, focou no ferimento da mão dela, e sua voz soou mais séria.
— Se você for até lá agora, só vai atrapalhar.
Mas não seria melhor do que não fazer nada?
Ela tentou se soltar, mas ele apertou mais, sem dar chance de escapar.
— Me larga. — Ela falou baixo.
Theo não a soltou. Em vez disso, abaixou um pouco o rosto, com a respiração batendo perto da orelha dela.
— Qual a pressa? Tá com medo de eu te morder?
— Quem tem medo de você? Eu só te acho muito chato!
— Hã! Quando você estava me implorando para ajudá-la a procurar, estava bem obediente.
Essa mulher era rápida para descartar alguém assim que a utilidade acabava!

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