Quando as coisas pareciam perder o controle, Beatriz forçou-se a parar.
Apoiou a mão no peito do homem. Ela respirava um pouco rápido, com os cantos dos olhos vermelhos e um olhar que deixava o coração bater forte.
— Sr. Hoffman, gostou do que eu fiz?
Vendo ela tomar aquela atitude tão rara, o olhar de Theo escureceu. Ele encarou os lábios dela, ainda querendo mais.
— Não foi o bastante. Mais uma vez.
Ele virou o corpo, prensando-a no sofá, e abaixou a cabeça para beijá-la.
Beatriz colocou o dedo nos lábios dele, com a respiração alterada. — Theo, não seja folgado. Você adorou, que eu sei.
— Você não é eu. Como sabe que gostei?
O dedo de Theo tocou o rosto dela, enquanto a olhava.
Ela estava completamente diferente de quando era criança.
Antes ela parecia uma boneca gordinha. Agora, tinha o rosto fino e os traços bonitos. Cada sorriso e cada olhar tinham um charme especial.
A pele era muito branca, os lábios vermelhos. Seu olhar a deixava no meio do caminho entre menina e mulher, uma mistura de inocência e charme.
Theo ergueu a mão, segurando o dedo que encostava na sua boca, e aproximou-se. A voz soou baixa.
— Srta. Cavalcante, você que me provocou primeiro. — Ele olhou para ela. — Agora não quer assumir o controle?
Beatriz abriu bem os olhos, com as bochechas quentes. — Foi você que disse que dependia de mim...
Ela nunca tinha visto um cara tão cara de pau, que invertia tudo.
Theo deu uma risada. — Eu não pedi para você me beijar. Ser tão direta só mostra que você não consegue se segurar.
— Você só sabe implicar! Sai pra lá, não vou brincar mais!
Ela puxou a mão com força e tentou sair debaixo dele.
— Para quieta. — A voz de Theo mudou, com um tom meio perigoso.

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