Não sabia o que essa Sra. Valente gostava.
Assim poderia agradá-la e deixar uma boa impressão.
O tempo era curto e não tinha onde descobrir.
Por fim, decidiu ir ao banquete com um vestido tradicional elegante, nem chamativo demais, nem desrespeitoso.
Às seis, recebeu a ligação de Theo.
— Desça.
Beatriz pegou a bolsa e desceu imediatamente.
Isadora Cavalcante ouviu o barulho e olhou.
Ao vê-la sair tão arrumada, bufou.
Os olhos de Bernardo Cavalcante brilharam.
— A Beatriz está tão linda, parece uma fada.
— O Bê também é fofo. — Beatriz sorriu suavemente.
Ela já era bonita, e ao sorrir ficou ainda mais.
Isadora ficou atônita, e quando reagiu, ouviu Beatriz dizer para a funcionária:
— Dona Rosa, se o pai perguntar, diga que saí.
Em pouco tempo, a figura dela desapareceu no corredor.
Sair tão arrumada assim, com certeza foi seduzir homens!
Isadora ficou furiosa e puxou a orelha de Bernardo.
— Sua irmã de sangue não é bonita? Seu cachorrinho, por que só sabe bajular a Beatriz!
Bernardo gritou de dor, abriu a boca para mordê-la, assustando Isadora que recuou a mão. Aproveitando o momento, Bernardo correu para a escada e fez uma careta.
— A Isadora é uma bruxa velha, blé blé blé...
— Bernardo Cavalcante, você quer apanhar!
— Mamãe, a bruxa velha está batendo em criança.
...
Ao sair pelo portão, viu o Maybach preto parado na rua.

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