Durante o banquete, o clima foi harmonioso.
A Sra. Valente conversou bastante com Beatriz, que ouvia sorrindo, mantendo a postura perfeita.
De repente, a voz calma de Theo soou ao lado dela, quebrando a harmonia.
— Delegado Valente, preste atenção na captura das pessoas.
A mesa ficou em silêncio por um instante.
Ricardo ficou sério e riu.
— Sr. Hoffman, fique tranquilo, estou acompanhando isso pessoalmente. Para ser sincero, esses são alvos importantes; assim que batermos os apelidos, aumentarei o policiamento para prendê-los.
— Hum, quanto mais demorar, mais perigoso fica. — O tom de Theo foi neutro, mas carregava pressão.
— Sr. Hoffman. — Ricardo não aguentou e perguntou. — A moça que chamou a polícia antes, qual a relação dela com você?
Era a primeira vez que via o Sr. Hoffman se importar com algo assim.
— Amiga da minha namorada.
Ricardo ficou um pouco surpreso.
Beatriz falou no momento certo, com um sorriso gentil.
— Delegado Valente, minha melhor amiga invadiu o local da transação por engano, e agora a garota está assustada. Eles já a marcaram, e estou muito preocupada com a segurança dela.
Ricardo, experiente no meio oficial, era muito astuto.
A amiga da namorada conseguiu fazer o Sr. Hoffman agir pessoalmente; a importância disso era um absurdo. Afinal, ninguém nunca conseguiu mandar o Sr. Hoffman fazer algo.
— Fique tranquila, Srta. Cavalcante. — O olhar de Ricardo foi firme. — Proteger a segurança dos cidadãos já é o meu dever.
Beatriz se surpreendeu e logo levantou a taça.
— Obrigada.
— É minha obrigação. — Ricardo se sentiu lisonjeado e bebeu tudo de uma vez. — A Srta. Cavalcante pode beber à vontade.
A tolerância dela ao álcool era média, e ao fim daquela refeição, havia bebido um bocado de bebida destilada. Há muito tempo não tomava nada tão forte; ao terminar, Beatriz sentiu a cabeça tonta e os pés flutuando como se pisasse em algodão.

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