Beatriz se encolheu debaixo da coberta, mostrando apenas os olhos úmidos.
— A cabeça dói?
Ele foi até a cama e perguntou baixo.
— Tá de boa. — Ela perguntou em voz baixa. — Meu vestido...
— Um vestido tão bonito, seria um desperdício se amassasse ao dormir, não é?
Theo curvou os lábios, provocando.
— Fique tranquila, não mexi com você.
— ...
— Vista-se e desça para o café.
Beatriz saiu do quarto, desceu a escada pelo corredor; a sala era luxuosa, quadros de mestres na parede, e na estante havia cerâmicas da dinastia Song e antiguidades, cada detalhe mostrando o fundo e a classe de uma família de elite.
Na sala de jantar.
Theo estava sentado à mesa, a luz do sol da manhã passando pela janela e caindo sobre ele, dando um contorno dourado e macio às suas linhas frias.
O dedo bem desenhado passava pelo celular, o rosto lateral tinha linhas perfeitas, o nariz alto, como uma obra-prima feita por Deus.
Mesmo sentado em silêncio, emitia uma aura nobre e distante, calmo e intimidante.
Beatriz parou perto, se perdeu olhando por um tempo, e até esqueceu de desviar o olhar.
Como se notasse o olhar direto, Theo levantou a cabeça.
— Venha cá.
Ele falou, a voz grave e magnética, com uma intimidade natural.
O rosto de Beatriz esquentou, foi até lá e sentou ao lado dele.
De cabeça baixa, tomou a sopa devagar.
Theo abaixou o celular, olhou para ela e falou, o tom grave e sério.
— Já que agora estamos namorando, você não quer considerar vir morar comigo?
Era um convite para morarem juntos?
Beatriz encontrou o olhar dele e apertou os lábios.

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