Se conseguisse aquela carga, os lucros seriam pelo menos dezenas de vezes maiores.
Com aquele dinheiro, seu status aumentaria consideravelmente, e todos teriam que olhá-la com respeito dali em diante!
Ninguém ia impedi-la de ganhar dinheiro!
Otávio olhou para ela sem acreditar, paralisado no lugar.
Ele jamais imaginou que sua filha seria tão rebelde, ignorando os conselhos e seguindo o próprio caminho.
Beatriz deu um passo à frente com o olhar tranquilo: — Isadora, o dinheiro é seu, e você é livre para usá-lo como quiser, mas pense bem. Assim que investir esse dinheiro e tudo der errado, ele desaparecerá de vez.
— Ninguém vai pagar por seus caprichos. Quando isso acontecer, será tarde demais para chorar.
Duzentos milhões não era muito, mas era tudo o que Heloísa havia reunido com todo o seu patrimônio.
— Pare de causar pânico! — Isadora riu com escárnio, com a cabeça tomada pelos interesses, recusando-se a escutar.
Cássio entregou o tablet na hora certa, com um sorriso no rosto. — Não deixe que pessoas insignificantes atrapalhem o nosso negócio. Se apresse.
Isadora ia tocar no tablet quando Beatriz falou novamente.
— Espere!
— Você não vai me impedir, Beatriz!
— Leia isso, e se ainda achar que estou causando pânico, faça o que quiser.
Beatriz estendeu o celular com o arquivo que acabara de receber.
Isadora hesitou por um momento, mas acabou pegando o aparelho. Sua expressão fechou assim que leu o conteúdo.
Sua confiança em Cássio quebrou de repente, deixando-a sem saber em quem acreditar.
Cássio estreitou os olhos perigosamente e provocou mais uma vez: — Não se esqueça de que vocês são inimigas. Ninguém deseja mais do que ela que esse negócio não dê certo.
Era verdade, elas eram grandes rivais. Ela não podia cair no jogo de Beatriz!

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