Então ela sabia o que era sentir medo?
— Em que está pensando? — A voz de Theo soou perto do ouvido, com o hálito causando cócegas.
Beatriz apertou os lábios: — Nada demais. Só estou achando que até os espertos caem na lábia das pessoas maliciosas.
— A maldade nunca esteve no coração das pessoas, e sim na ganância.
Cada palavra acertava no alvo!
— Olha, não é o Cássio? — Ric andou até o vidro de visão única e olhou para as poltronas do primeiro andar.
Cássio estava no sofá, abraçado a algumas mulheres, vivendo confortavelmente.
Ele não demonstrava um pingo de derrota ou de fraqueza, permanecia o mesmo prepotente e imbatível de sempre.
Sebastian se levantou e olhou na mesma direção. Ele estreitou os olhos de leve.
Por que aquela mulher no lado direito parecia familiar?
— Beatriz, venha cá!
Beatriz conversava com Theo, mas logo se levantou ao ouvir Sebastian chamá-la.
— O que foi, Sebastian?
Ele levantou o queixo e indicou um ponto lá embaixo.
Seguindo o olhar, Beatriz viu Isadora. Desaparecida por dias, ela estava no canto direito da cabine de Cássio.
As luzes e a escuridão se misturavam na área, cobrindo o movimento e iluminando o bar barulhento e luxuoso.
Isadora manteve a cabeça abaixada, os ombros caídos e parecia fraca de todo.
Ela continuava com uma quietude apesar da confusão e do som no lugar.
— Por que a sua irmã está com o Cássio? — perguntou Sebastian, confuso.

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