Mas as pessoas ao redor apenas assistiam amedrontadas. Ninguém se atreveu a dar um passo à frente, muito menos a dizer uma palavra.
Todos abaixaram as cabeças, fingindo não ver, com medo de atrair problemas e acreditando que era melhor evitar confusão.
Apesar do bar estar cheio de pessoas, ninguém estava disposto a estender a mão.
O desespero tomou conta dos olhos de Isadora.
— Quero ver quem vai ousar salvá-la hoje. Quem tentar, estará se opondo a mim!
Ele passou o olhar pela multidão em silêncio e deu uma risada. Seu tom era carregado de ameaça.
— O que estão esperando? Levem-na de volta!
— Não...
Isadora se debatia e, quando estava prestes a perder as esperanças, viu Beatriz vindo no meio das pessoas.
Uma luz fraca brilhou em seus olhos.
— Me ajude!
As pessoas abriram caminho, e Beatriz parou diante deles.
Ao ver o estado de Isadora, Beatriz franziu a testa de maneira imperceptível. A jovem estava pálida, com o rosto inchado, vestígios de sangue fresco no canto da boca e os cabelos bagunçados. Ela parecia abatida e frágil, sem a mínima presença do seu antigo espírito.
Ela sabia que a situação seria ruim, mas não imaginava que chegaria a esse ponto!
— Você não voltou nos últimos dias. Passou esse tempo todo com o Sr. Montenegro?
— Beatriz, o Cássio me prendeu. Ele queria que eu transferisse o dinheiro, e como eu não concordei, não me deixou ir embora... Eu sei que errei, não deveria ter acreditado nele...
Isadora chorava, com a voz cheia de ressentimento e remorso.
Dava para ver que ela estava arrependida de verdade!

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