Gustavo apenas soltou uma risada e deixou seu olhar fixo em Larissa.
— Srta. Larissa, que habilidades possui?
Sendo chamada de repente, Larissa assumiu uma postura séria: — Sr. Lacerda, o que precisar de mim eu aprendo.
— Sabe o que vou pedir para fazer? E já quer aprender? — A expressão ingênua dela fez Gustavo rir.
Larissa mexeu nos dedos: — Contanto que eu consiga ganhar dinheiro, posso fazer qualquer coisa...
Ela agora não tinha escolha; o namorado dela, Vitor, devia quinhentos mil ao Sr. Lacerda.
Ele ia prestar exame para a pós-graduação, e só ela podia trabalhar em seu lugar para abater a dívida.
Ela ainda se lembrava de Vitor chorando e se ajoelhando diante dela para implorar, dizendo que se ela ajudasse, assim que se formasse na pós-graduação, se casaria com ela e a trataria bem por toda a vida.
Por Vitor, ela aguentaria qualquer sofrimento!
Gustavo demonstrou pena no olhar. — Srta. Larissa, foi você quem veio de livre e espontânea vontade, eu não a forcei.
— Sim.
Ele chamou o gerente.
— Leve-a para se familiarizar um pouco com o lugar primeiro.
Quando ela saiu, Gustavo acendeu um cigarro e comentou casualmente: — Mulheres tolas como essa aparecem várias todos os dias no Clube L’Étoile.
Ricardo ergueu a sobrancelha: — Qual é a situação dessa aí?
Larissa não podia ser considerada deslumbrante, mas tinha um charme inteligente e uma beleza acima da média.
— Completamente cega por amor. O namorado dela perdeu quinhentos mil no meu estabelecimento e a usou para pagar a dívida. Não sei como ele a enganou, mas ela veio me implorar de livre e espontânea vontade.
Beatriz franziu a testa, lembrando-se da garota de antes que se vendeu para pagar o tratamento médico da avó.
— Sr. Lacerda, como planeja arranjá-la aqui?

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