— Ele já não está neste mundo. — Theo Hoffman respondeu com indiferença.
Beatriz Cavalcante levantou a cabeça surpresa para olhá-lo, sem entender como ele sabia daquilo.
Naquela época, Mestre Silveira curou a doença do avô e depois se retirou para o Monte Sereno. O avô escapou da morte, perdeu o interesse pelas coisas mundanas e se dedicou apenas a aprender com o mestre. Com insistência e teimosia, não saindo do lado do mestre, ele finalmente o comoveu e foi aceito como discípulo.
Quando o mestre faleceu, foram ela e o avô quem organizaram o funeral, acompanhando-o em sua última jornada.
Ricardo Albuquerque lamentou:
— Parece que a Sra. Drummond não tem mais salvação.
Se aquele santo da medicina ainda estivesse vivo, provavelmente já seria centenário.
Não era à toa que não havia notícias dele por tantos anos, afinal, já havia falecido.
No caminho de volta, Beatriz ainda pensava no que ele tinha dito na sala privada.
— Yan, como você sabia que o mestre faleceu?
Essa notícia nunca foi divulgada.
— Ouvi dizer. — Theo respondeu de forma ambígua, seu olhar escuro voltado para ela, insondável como um abismo.
Beatriz quis perguntar de quem ele ouviu aquilo.
Mas pensou bem, o mestre já havia falecido, e ir a fundo nessa questão não faria sentido.
Os olhos de Theo se moveram levemente, e ele perguntou em voz baixa:
— Já arrumou suas coisas?
— Estou arrumando.
— Depois de amanhã eu passo para te pegar.
— ...
No dia seguinte.
Beatriz foi até a sede da Vittini.
— Beatriz, por que não me mandou uma mensagem antes de vir?
De manhã, Elena estava em uma reunião de emergência. Ao saber que ela tinha chegado, apressou o encerramento da reunião.
— Foi uma decisão de última hora. De qualquer forma, eu não estava ocupada de manhã, não me importei em esperar. — Beatriz respondeu com um sorriso.
Elena sorriu levemente:
— Café ou chá?
— Qualquer um.

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