— Primo, quando subi, vi uma mulher muito bonita. Não sei de que família ela é, parece que eu nunca a vi em Metrópolis.
Ricardo alertou sem muito entusiasmo: — Você tem noiva. Não saia arrumando problema. Se te botarem de joelhos no santuário da família, eu não vou tentar aliviar para o seu lado!
— Eu não ousaria. É que a irmã dela estava pegando no pé dela de propósito e ainda quis me usar para botá-la para fora. — Enzo deu uma risada baixa. — Ainda bem que sou filho único, não tem tanta trapaça na minha casa.
Nas famílias ricas, os irmãos eram capazes das coisas mais sujas por oportunidades e vantagens, até mesmo lutar até a morte.
Naquele momento, houve um alvoroço lá embaixo.
Enzo foi em direção ao som e olhou para o saguão.
Ricardo acendeu um cigarro e o seguiu para assistir à cena.
Com uma mão no corrimão do segundo andar, ele olhou sem pressa, e seus olhos congelaram.
Oho...
Não era uma conhecida?
Ele se virou e arqueou a sobrancelha para Theo. — Theo, parece que o seu gatinho se meteu em problemas.
Theo semicerrou os olhos escuros, levantou sem pressa, foi até eles e olhou para o saguão com um olhar mais intenso.
A mulher bonita estava em pé no meio da multidão agitada, olhando para baixo com calma para a outra caída no chão em um papelão.
— Maninha, se você quer encenar para botar a culpa em mim, não devia escolher melhor a ocasião?
— Beatriz, você ficou com medo que eu ganhasse de você, e por isso me derrubou, só para me ver passar vergonha! — Isadora a acusou com raiva, com os olhos vermelhos, parecendo injustiçada.
Comparada a ela, Beatriz, que a olhava de cima friamente, parecia calma demais e agressiva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Vingança da Herdeira: O Arrependimento do Ex