— Beatriz, você é mesmo boa nisso. Mal voltou e já está flertando por aí!
Ela apertou o volante, com os olhos cheios de malícia. — Se o pai soubesse desse seu estilo solto, ficaria muito decepcionado.
Deu a partida e os seguiu silenciosamente.
Queria ver com qual homem qualquer Beatriz estava saindo!
O carro rodava suavemente pela rua. Theo olhou sem querer pelo retrovisor, e estreitou levemente os olhos puxados.
— Tem alguém na nossa cola.
Beatriz travou e olhou para trás.
As luzes de neon piscavam e iluminaram a placa.
Era o carro de Isadora.
Uma BMW M4 conversível, o presente que Otávio lhe dera no aniversário de vinte anos.
Na época, ela se exibiu na frente dela por um bom tempo.
— É a Isadora!
O rosto de Beatriz esfriou. Ela não tinha voltado e ainda a seguia.
Se o pai soubesse que ela ia para um hotel com um homem...
A armação não deu certo, ela não se conformou e foi atrás de provas para revidar?
Ela tinha visto Dom Henrique há poucos dias, que queria manter o casamento das famílias. Se a notícia de que ela encontrou um homem à noite se espalhasse, não ofenderia a família Hoffman de novo?
Pensando nisso, Beatriz segurou o braço do homem.
— Theo, dê um jeito de despistá-la.
Theo a olhou de lado com um tom de deboche. — Por que parece que estamos tendo um caso?
— ...
Eles não eram um casal oficial. Iam juntos para um hotel tarde da noite, por acaso deveriam anunciar no megafone?

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