— Ela tem mesmo... algo especial.
A voz baixa e sorridente suou.
Aquela pausa deixava as ideias voarem.
Elena ergueu as sobrancelhas e sorriu à vontade.
— Isso mostra que o Yan tem bom gosto. A senhorita Beatriz é linda e delicada. Se fosse eu, também cairia por ela.
Beatriz apertou os lábios e suspirou por dentro.
Ela ficou com vergonha das palavras de cortesia.
— Veterana, não brinque com ela. Ela fica com vergonha fácil. — Theo falou baixo.
— ...
O cafajeste falou tudo!
Elena cresceu no exterior e seu círculo era aberto. Isso era bem diferente da personalidade de Beatriz, que era certinha e elegante.
— Bom, voltando ao assunto. — Ela parou de rir e ficou séria. — Beatriz, eu e o Yan somos amigos, mas negócio é negócio. Eu dou o rosto a tapa por ele, te dou essa chance, mas se não me convencer, eu não dou a vaga.
No particular ela falava e ria com amigos, mas no trabalho não brincava.
— Eu entendo, obrigada por me dar a chance, Elena.
Beatriz colocou a proposta na mesa giratória, empurrando-a. — Esta é a proposta que fiz, pode dar uma olhada.
Elena pegou, folheou com cuidado e ergueu um pouco a sobrancelha.
Eram só algumas páginas, mas da visão de mercado, encaixe da marca, até metas, passos e plano financeiro, tudo tinha um rumo claro, simples e sem sobras.
Ela olhou para Beatriz. O olhar mudou de desprezo para apreciação e um sorriso apareceu.
— Yan, essa sua namorada me surpreendeu. Você já viu essa proposta?
A pergunta tinha um tom de investigação.

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