O jade era liso e ainda mantinha o cheiro fraco e único de Beatriz.
Ele colocou o jade no pescoço, fechou os olhos devagar e sentiu que Beatriz estava a seu lado.
De repente, a dor de estômago atacou.
O rosto dele perdeu a cor de dor. Ele segurou o estômago com os lábios pálidos.
Remédio.
Ele lembrou que Beatriz deixava remédios para dor no escritório dele.
Abriu a segunda gaveta da esquerda e o frasco branco estava no canto.
Pegou, abriu a tampa e virou na boca.
Viu de repente que o frasco estava vazio.
Lembrou que o remédio acabou na semana passada.
Ele nunca cuidava dessas coisas.
Beatriz sempre checava tudo. Ele sempre tinha remédio suficiente na hora de tomar.
— Lucas!
Ele chamou para a porta algumas vezes.
Ninguém respondeu.
Segurou a dor e ligou para Lucas.
Quando Lucas chegou, Arthur estava pálido em cima da mesa.
— Senhor Vasconcelos, o que foi?
— Vá à farmácia comprar um remédio para mim com esse frasco.
Lucas concordou e pegou o frasco.
Dez minutos depois, ele voltou.
— Senhor Vasconcelos, o farmacêutico disse que esse remédio é feito de ervas chinesas e não vende lá. Só achei ibuprofeno.
— Me dá!
Arthur tomou da mão dele, tirou alguns comprimidos e engoliu com água fria.
A dor não melhorou e o incômodo aumentou.
Vendo a situação estranha, Lucas ligou para o SAMU.
Arthur era órfão, comia mal e pulava refeições. Por isso, ficou com problema no estômago. Mais tarde, quando abriu a empresa, bebia com clientes e isso piorava a dor.
Desde que Beatriz começou a cuidar dele, as crises foram menores nesses dois anos.
Arthur foi levado pelo SAMU e Eduarda xingou: Bem feito!
Ela ligou logo em seguida.

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