⚠️ AVISOS E GATILHOS
Esta obra faz parte do Nandark Verso e se passa no mesmo universo de "O Bilionário Obcecado pela Babá Virgem do clube proibido--- Disponivel na plataforma". Se você já conhece o Ambrósia Club , prepare-se: o Império continua, e as regras de prazer e dor são ditadas por um novo e implacável Imperador.
Conteúdo Adulto: Esta história contém cenas de sexo explícito, linguagem de baixo calão e conteúdo erótico intenso.
Práticas de BDSM: A trama aborda dinâmicas de dominação e submissão, incluindo o uso de cordas (shibari), palmatórias, chicotes e restrição de movimentos.
Consensualidade: Todas as práticas de BDSM retratadas no Ambrósia Club e no contrato entre Rocco e Sky são tecnicamente consensuais, baseadas em um acordo mútuo de troca de benefícios por posse.
Temas Sensíveis: A história apresenta situações de traição familiar cruel, luto pela perda dos pais e pressões financeiras extremas.
Dominação Obsessiva: O protagonista masculino possui uma personalidade possessiva e controladora (Dark Romance), agindo como um dominador que exige entrega total.
Recomendado para maiores de 18 anos. Entre por sua conta e risco no mundo de prazer, dor e ódio de Rocco Blackwood.
POV/SKY
O som de carne batendo contra carne ecoa pelo corredor vazio da Gouveia Construtora. É um estalo úmido, rítmico, que faz meu estômago dar um solavanco antes mesmo de eu chegar à porta. Não preciso nem ver para saber o que está acontecendo: meu noivo está me traindo.
Minha mão treme tanto que essa merda de celular parece que vai escorregar da minha palma suada. O visor marca 20:56. E puta que pariu! Amanhã, a essa exata hora, era para eu estar num hotel de luxo, toda romântica, entregando a única coisa que me sobrou: minha virgindade. Amanhã era para iniciar o "felizes para sempre". O momento em que eu alcançaria o topo, o ápice da vida que me restou.
Mas eu não estou no céu. O som que vem daquela sala me j**a direto no inferno. E, como dizem: quanto maior a altura, maior a queda. Principalmente aqui, dentro desta empresa que foi fundada em cima das cinzas da desgraça do meu pai.
Os gemidos que vêm de lá de dentro são uma mistura nojenta de prazer e deboche. Cada arquejo daquela maldita me acerta como um soco direto no estômago. As lágrimas insistem em cair enquanto a ficha cai junto, borrando a maquiagem que levei quase uma hora fazendo para ficar bonita.
Que bosta.: como eu fui tão idiota?
Eu vim aqui toda fofa fazer uma surpresa para o homem que conheço desde os nove anos. Meu namorado desde os quinze, o 'porto seguro' que segurou minha mão em cada crise depois do acidente dos meus pais. O Victor disse que ia trabalhar até tarde para deixar tudo pronto para a nossa lua de mel na Itália, e eu, otária, trouxe sushi sua comida favorita para recompensar esse 'esforço'.
Mas o cavalheiro, o santo que jurou honrar minha virgindade até o altar, está ocupado demais agora fodendo a Sofia. Minha melhor amiga. Minha prima. A pessoa que eu chamava de irmã e em quem confiava cada segredo da minha vida."
Pela fresta da porta, eu vejo o Victor com as calças amontoadas nos joelhos. A camisa branca que eu passei com todo carinho no final de semana passado está toda amassada enquanto ele a prensa contra a mesa de reunião. Ele empurra a cabeça da Sofia para baixo com força. O olhar dele tá vidrado, um tesão animal, nojento. A mesa de madeira range com o peso dos dois.
— Fode... fode com força, Victor! — a voz da Sofia rasga o silêncio. — Faz comigo o que você não tem coragem de fazer com a sua noivinha.
— Gostosa... — ele dá um tapa na bunda dela, e o som do rosnado e tapa me dá náusea.
A bile sobe amarga, queima minha garganta. Eu sinto um vazio no estômago que parece que vou desmaiar. Me firmo na parede e puxo a respiração algumas vezes até conseguir controlar.
Ouvir aquilo é como levar uma facada: eu passei os últimos meses fazendo uma dieta rigorosa. Me privei de calorias, de doces, de cada grama de prazer porque precisava estar "perfeita" para o vestido de noiva. Inclusive o vestido que a Sofia me ajudou a escolher, porque destacava minhas curvas. Sem contar que a dieta foi ela quem pegou na internet, alegando que o Victor ia gostar se eu fosse mais magra.
Agora eu entendo como ela tinha tanta certeza.
Me mutilei psicologicamente porque, como ele disse, ninguém gosta de noiva gorda. E agora, aqui estou eu, vazia por dentro e por fora, assistindo ao homem por quem me sacrifiquei devorar a minha própria irmã de outra mãe.
Faz todo sentido agora. O desgraçado se aliviava nela antes de vir me beijar na testa e prometer que "esperaria por mim".
Desgraçado.
O asco vence. Eu me afasto da porta, cambaleando pelos corredores desertos da empresa. Corro até o banheiro, entro na última cabine e vomito. É um vômito amargo, violento, que faz meus abdominais doerem. Coloco tudo para fora. Fico ali, de joelhos no chão frio, tremendo.
Fecho os olhos e o filme da minha vida passam como um rastro de pólvora. Lembro do luxo que tínhamos antes, do golpe que destruiu a empresa do meu pai, do acidente que matou a minha mãe e o deixou incapacitado. Lembro do cheiro de mofo e umidade da favela para onde fomos depois, do frio que entrava pelas frestas das telhas. Lembro dos meus dedos calejados e descascando de tanto lavar vasilhas em um restaurante de frango frito para sustentar eu e minha irmã.
Eu venci a gravidade. Estudei sob a luz de velas quando a energia faltava, passei no ENEM, fiz estágio, me formei, fiz pós e abri a Zênite com a minha irmã. Eu alcancei o meu próprio céu, como diz meu nome, Sky. Mas a natureza é cruel: quanto maior o caminho percorrido, mais letal é a queda. E eu estou despencando agora, direto para o concreto.
Eu me sentia amada. Protegida. Minhas colegas diziam "ele é um fofo por te esperar", "um fofo por querer casar-se virgem". Ele não estava me esperando; ele estava se fartando com a carne da minha amiga e vai saber de quantas mais.
Caminho até a porta e penso em interromper. Mas... não.
— Vamos dar mais uma, que eu preciso ligar para a Sky e fingir que estou indo dormir... — a voz dele ecoa.
O som de carne batendo começa de novo.
Limpo a boca com as costas da mão, me lembrando do beijo que ele me deu mais cedo. Amanhã é o nosso casamento.
Pego o elevador e, quando as portas se fecham, eu finalmente desabo. Escorrego pela parede até o chão e deixo o soluço escapar. Choro tudo o que tenho para chorar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário