POV: MOON
O meu coração disparou contra as costelas com tanta força que parecia que ia rasgar a minha pele e sair pela boca.
A minha garganta deu um nó tão apertado que o ar simplesmente travou no meio do caminho. O calor subiu rasgando pelo meu pescoço até as bochechas, a minha boca encheu de saliva e a minha cabeça começou a girar, completamente atordoada, tentando processar o peso de cada palavra que aquele homem tinha acabado de despejar em cima de mim. A caixinha de veludo preto continuava aberta entre nós, e o diamante solitário brilhava sob a iluminação baixa da limusine, como uma prova incontestável de que aquilo não era um delírio da minha cabeça.
Era uma avalanche de memórias adormecidas, revelações brutas e uma declaração carregada de posse e carinho que desabou de uma vez só no meu peito. Eu não conseguia encontrar palavras no vocabulário inteiro para responder à altura daquele momento.
Não dava para raciocinar. Não dava para falar.
A única reação que o meu corpo conseguiu ter foi levantar os dois braços trêmulos, passar as mãos ao redor do pescoço largo dele, puxar o rosto do Christian para perto com toda a força que me restava e colar a minha boca na dele.
O Christian soltou um som rouco e fundo contra os meus lábios, um gemido grave que vibrou direto no peito dele colado ao meu. A mão grande dele subiu pelo meu ombro, espalmou na minha nuca e os dedos se fecharam nos meus cabelos com firmeza, me mantendo exatamente onde ele queria. Ele aprofundou o beijo no mesmo segundo, invadindo a minha boca com uma língua quente, insistente e dominante, tomando posse de cada pedaço de mim e fazendo o mundo inteiro do lado de fora daquele carro simplesmente deixar de existir.
Continuamos nos beijando por minutos seguidos, sem ar, com as bocas coladas em um desespero gostoso e um calor absurdo se espalhando por cada centímetro do meu corpo. A sensação no meu ventre era intensa demais, uma pulsação constante, quente e dolorosa que fazia as minhas coxas tremerem no colo dele, implorando por mais contato.
Minha mão deslizou pelo peito largo dele, sentindo o tecido da camisa social esticado sobre os músculos rígidos, desceu pelo abdômen firme e pousou na coxa grossa, descendo até encontrar a rigidez evidente e pesada por baixo da calça de alfaiataria.
O Christian soltou uma respiração pesada pelo nariz, segurou o meu pulso com cuidado e afastou a boca apenas o suficiente para puxar o ar, encostando a testa na curva do meu pescoço:
— Calma... — ele sussurrou, a voz arrastada, grossa e cheia de esforço para manter o controle. — Calma, minha ratinha.
— O que foi? — perguntei com a respiração entrecortada, os lábios dormentes e inchados pelo beijo.
— Você merece tudo feito direito, no seu tempo, com cada detalhe planejado — ele respondeu, deslizando a mão pelas minhas costas com um carinho pesado. — Se eu começar a tirar esse vestido branco de você aqui dentro deste carro, eu não vou conseguir parar até a gente chegar no nosso destino.
Apoiei a mão espalmada no peitoral dele e deixei escapar um meio sorriso sem fôlego, sentindo o calor queimar o meu rosto:
— Mas você tá completamente duro.
— Claro que eu tô duro — ele deu uma risada curta e rouca, mantendo os lábios colados na pele quente do meu pescoço. — Você tá sentada no meu colo rebolando enquanto me beija, Moon. O meu corpo inteiro responde a você no mesmo segundo em que você respira perto de mim.

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