POV: MOON
Saí da sala da diretoria com as pernas bambas, a boca dormente e o rosto queimando de vergonha e satisfação ao mesmo tempo.
Ajeitei a minha saia no corredor, conferi o decote da blusa três vezes e tentei recuperar uma postura minimamente profissional antes de encarar qualquer colega de trabalho. A lembrança das mãos do Christian no meu corpo e daquela mesa de mogno completamente revirada ainda fazia o meu estômago dar voltas inteiras.
Assim que o expediente terminou, fui direto encontrar a Sky para conversar sobre tudo o que estava acontecendo.
Nos sentamos na copa do andar térreo. Contei sobre a conversa que o Christian tinha tido com o nosso pai no hospital e a decisão de tirar a gente da mira do Gouveia por alguns dias.
A Sky segurou a minha mão sobre a mesa, com uma expressão mais calma e serena do que nos últimos dias:
— O Rocco me explicou a mesma coisa, Moon. Ele disse que os advogados da família Blackwood vão entrar com uma petição de urgência na primeira hora de amanhã para adiar a audiência de sexta-feira. Eu confesso que não entendi metade dos termos jurídicos que ele falou, mas não tem como a gente ir contra a vontade deles.
— Você acha que eles dão conta de segurar o Gouveia? — perguntei baixinho.
— Eu tenho certeza — a Sky respondeu com firmeza. — O Rocco e o Christian estão fazendo de tudo por nós duas porque eles amam a gente. Eles sabem exatamente o que estão fazendo.
Soltei o ar devagar, sentindo um peso enorme sair dos meus ombros.
— O Christian vai me levar para viajar neste fim de semana — confessei, sentindo as minhas bochechas esquentarem. — Ele disse que vai me buscar na quinta-feira à noite.
A Sky abriu um sorriso enorme, os olhos brilhando com um alívio genuíno:
— Amiga, vai! Você precisa respirar, precisa se divertir e esquecer esse inferno por alguns dias. Aproveita cada segundo com ele... Mas se aquele brutamontes fizer qualquer gracinha ou pisar fora da linha, você me avisa na mesma hora que eu acabo com a raça dele.
Soltei uma gargalhada alta, puxei a minha irmã para um abraço apertado e dei um beijo estalado na bochecha dela:
— Pode deixar, eu aviso! Agora eu vou para casa porque tenho uma lista enorme de coisas para fazer antes dessa viagem.
Passei o restante do dia seguinte e a quinta-feira inteira cuidando de mim da cabeça aos pés.
Fui ao salão, hidratei o cabelo loiro até os fios ficarem sedosos como seda, fiz as unhas das mãos e dos pés com um esmalte claro impecável e fechei uma sessão de depilação a laser geral para não deixar passar um único detalhe. Eu queria estar perfeita para ele.
Quando a noite de quinta-feira chegou, eu estava no meu quarto terminando de arrumar uma mala pequena de mão.
O Christian tinha dito expressamente que eu não precisava levar nada, mas eu não conseguia sair de mãos vazias. Separei algumas peças leves para o calor e decidi arriscar: comprei umas lingeries novas e duas fantasias provocantes — uma de enfermeira e outra de empregadinha — só para testar as reações daquele homem dominante quando estivéssemos sozinhos.
O meu celular vibrou em cima da cama.
Atendi no primeiro toque:


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