POV: MOON
Entrei na limusine ainda sem acreditar no que estava acontecendo. O espaço interno era enorme, com luzes suaves e bancos largos de couro escuro. Um frio forte revirou o meu estômago, a pele dos meus braços arrepiou inteira e um nó de emoção apertou a minha garganta. Pisquei várias vezes para segurar as lágrimas que teimavam em querer descer.
O Christian entrou logo atrás de mim, fechando a porta pesada. Ele se acomodou no banco, bateu com a mão na própria coxa e abriu os braços:
— Vem cá. Vem aqui comigo.
Nem pensei duas vezes. Me aproximei e ele me puxou com facilidade para o colo dele, me ajeitando sobre as pernas fortes como se o meu corpo não pesasse nada.
Ele apertou um botão no painel e falou com a voz firme:
— Já sabe para onde ir. Pode seguir.
A divisória de vidro escuro subiu, nos isolando completamente do motorista na cabine da frente.
Assim que ficamos sozinhos naquele espaço reservado, o Christian segurou o meu rosto com as duas mãos e colou a boca na minha em um beijo demorado, quente e macio.
— Você é completamente louco — murmurei contra os lábios dele, acariciando os ombros largos por cima da camisa social. — Ninguém nunca fez nada parecido por mim na vida inteira.
— Isso é só o começo, ratinha — ele respondeu, a voz rouca e baixa.
— Eu tô muito feliz, Christian. De verdade.
— E eu fico feliz só de te ver assim.
Colei a minha boca na dele de novo, sentindo o calor do corpo dele aquecer o meu. Ele desceu uma das mãos para a minha perna, acariciando a pele da minha coxa por baixo do tecido fino do vestido branco, e usou a outra para afastar uma mecha do meu cabelo loiro:
— Como foi o seu dia? Conseguiu descansar antes de vir?
— Foi ótimo... Passei o dia inteiro me arrumando e pensando em você.
O Christian me encarou por alguns segundos em silêncio. Os olhos escuros brilhavam com uma intensidade diferente, quase impaciente.
— Bom... Eu planejava esperar a gente pousar na ilha para fazer isso, mas não consigo me segurar com você tão perto de mim desse jeito.
Franzi a testa, sentindo o meu coração acelerar o ritmo:
— Do que você tá falando?
Ele enfiou a mão por dentro do casaco do terno e tirou uma caixinha de veludo preto. Com os dedos firmes, abriu a tampa, revelando um anel delicado com um diamante solitário brilhando sob a luz da limusine.
O meu ar sumiu no mesmo segundo.
— Moon Bittencourt... Você aceita casar comigo?
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