Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 270

POV: SKY

— Ai, que droga!

Rolei para o lado na cama, me enrolando inteira no lençol, e comecei a me chacoalhar em desespero absoluto. Chutei o ar, girei o corpo e fiz tanta força para descarregar o pânico que perdi o controle da beirada e caí com tudo no chão.

O som abafado do meu corpo batendo no tapete ecoou pelo quarto. Fiquei estirada de barriga para cima, encarando o teto e tentando processar a minha humilhação.

— Perfeito — murmurei para o nada.

Levei as duas mãos à cabeça e apertei meus cabelos.

— O que você está fazendo, Sky? É só respirar. É só respirar.

Puxei o ar. Nada. Meu peito parecia uma sanfona emperrada.

— Respira, desgraçada — ordenei a mim mesma.

Puxei de novo. Dessa vez entrou ar suficiente para eu continuar viva, mas não o bastante para parecer uma pessoa emocionalmente equilibrada.

Não dormi a noite toda pensando na ligação e sabendo que veria ele hoje. Às quatro da manhã eu até estava com coragem para enfrentá-lo, cheguei a me maquiar, porém agora...

Queria cavar um buraco e me enfiar.

— Covarde! Sky! Uma grande covarde! — repeti para mim mesma.

Ouvi passos no corredor e, em seguida, duas batidas curtas na madeira.

Toc. Toc.

— Sky? — a voz da Moon veio do outro lado, enquanto a porta se abria devagar. — Você está bem?

Era agora. Eu precisava de uma doença. Uma doença convincente, grave e com nome pomposo, que me permitisse passar o dia inteiro deitada e, principalmente, não pisar naquela reunião.

Esfreguei a garganta rápido e comecei a tossir. Uma tossida, duas, e na terceira coloquei a mão no peito, fazendo um esforço tão grande que quase engasguei de verdade.

— Não... — respondi com a voz esganiçada, me encolhendo no tapete. — Não estou bem. Acho que peguei uma pneumonia fulminante.

Moon apareceu no vão da porta, encostou no batente e ficou me olhando em silêncio. Eu continuei sofrendo no chão, soltando um gemido mofado.

— Pneumonia? — ela perguntou.

— É.

— Fulminante?

— Muito.

— Você estava ótima ontem à noite, Sky.

— As doenças não marcam hora, Moon.

Ela cruzou os braços, me analisando lá de cima.

— Você está no chão?

— Estou.

— Por quê?

— Fraqueza muscular súbita.

— E por que você está usando maquiagem completa às oito da manhã?

Pisquei, passando a mão no meu rosto. Droga.

— Febre estética — respondi sem piscar.

Moon fechou os olhos por dois segundos, respirando fundo.

— Febre estética?

— É uma coisa muito séria.

— Imagino.

Cobri os olhos com o braço.

— Acho que vou morrer.

— Vai morrer de quê?

— Ainda não sei. Estou esperando a evolução do quadro.

Moon se aproximou, agachou ao meu lado e encostou a mão na minha testa.

Fiquei imóvel.

Ela ficou imóvel.

Eu fiquei ainda mais imóvel.

Então ela ergueu uma sobrancelha.

— Você está normal.

— Isso é porque minha doença é interna.

— Sky...

— Pode ser uma pneumonia silenciosa.

— Você não tem pneumonia.

— Como você sabe? Eu posso estar morrendo por dentro!

— Porque eu conheço você — ela se levantou, me encarando com os braços cruzados. — Isso tem a ver com um certo alguém?

— Lógico que não! Rocco? Não tem nada a ver com ele! — dei um pulo do chão tão rápido que quase bati a cabeça na quina da cama. — Por que tudo precisa ter a ver com esse homem?

Moon nem piscou.

— Eu não falei o nome dele.

O silêncio engoliu o quarto. Merda.

— Eu só estava... antecipando a acusação — tentei consertar, ajeitando a roupa. — É uma técnica de defesa muito utilizada por pessoas inocentes.

— Aham.

— Então estamos de acordo.

— Não estamos.

Bufei, desistindo da pose e me sentando de vez no tapete, abraçando meus joelhos.

— Eu não quero ir, Moon. Para lugar nenhum. Quero passar o resto da minha vida aqui neste chão. Posso trabalhar remotamente. Mandar relatórios por pombo-correio.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário