(MARATONA ESPECIAL DO ACERTO DE CONTAS- Espero que comentem muito ao longo dos capítulos e depois na página principal após ler o último cap.) SE não comentarem vou entender que nõ gostaaram e ai eu não faço mais maratona desse jeito- Porque dá muito trabalho!!!) CONTO COM VOCÊS!!!
POV: SKY
O Rocco segurou as minhas duas mãos com firmeza. Os olhos verdes dele estavam fixos nos meus, cheios de uma seriedade que fez a minha caixa torácica parecer pequena demais para comportar o meu coração. Uma dor aguda e uma pressão forte estalaram no meu peito no mesmo segundo, fazendo as batidas acelerarem sem controle.
Eu conhecia aquela cara.
Aquela era a cara de homem que estava prestes a destruir a minha paz de espírito com uma informação que, aparentemente, precisava ser entregue em parcelas.
— Aquela mulher que você me viu beijando aquele dia aqui na porta do prédio, a Jussara... eu juro que não teve importância nenhuma e que foi ela que me beijou — ele começou, a voz bem baixa.
Pronto.
Começou.
A minha cabeça começou a zunir. O ar faltou nos meus pulmões em um golpe seco, me deixando sufocada.
— Então eu já sei! — interrompi, a minha voz saindo fina e descontrolada. — Você tropicou nela de novo enquanto estava lá na Inglaterra?
— Não, Sky.
— Vocês ficaram?
— Não, Sky.
— Vocês transaram?
— Não, Sky.
— Vocês dormiram juntos?
— Não, Sky.
Cada resposta negativa deveria ter me tranquilizado.
Não tranquilizou.
Muito pelo contrário.
As minhas mãos começaram a tremer e um suor frio escorreu pela minha nuca. Soltei as mãos dele e levei as duas palmas direto para a cabeça, apertando os meus cabelos.
— Ai, meu Deus...
Uma náusea forte subiu pelo meu estômago, abrindo um vazio gelado na minha barriga.
Se ele estava respondendo tudo tão rápido, era porque eu estava fazendo as perguntas certas.
Ou porque estava fazendo as perguntas erradas e o universo tinha decidido me deixar descobrir a pior parte depois.
— Então ela tá grávida!
— Não, Sky.
— Ela tá grávida de gêmeos?!
O Rocco me segurou pelos ombros, me sacudindo com cuidado para me fazer parar.
— Não, Sky! Deixa eu falar, senão eu nunca vou terminar!
Parei.
Piscaram os meus olhos.
Respirei fundo.
— Certo.
Fiquei quieta por aproximadamente dois segundos.
— Mas você tem certeza que de que ela não está gravida?
— SKY!
— Tá bom! Eu parei!
Gaguejei, sentindo um nó doloroso travar a minha garganta, dificultando até engolir.
— Ai, me desculpa, Rocco... é porque eu tô muito nervosa.
Olhei para ele, sentindo as extremidades dos meus dedos congeladas.
— Você me ama? — perguntei, com o lábio tremendo.
Ele se aproximou, me dando um beijo carinhoso no meio da testa e outro bem na ponta do meu nariz.
— Eu te amo — sussurrou.
Respirei fundo, tentando puxar o ar que parecia não entrar. O meu peito subia e descia rápido.
— A família da Jussara é dona de uma grande empresa de tecnologia de Iih...ih...ih.... — Rocco começou a falar, mas travou na sigla, parecendo confuso.
— J K L M... — soltei no impulso.
A minha ansiedade aparentemente tinha decidido transformar o meu cérebro em uma prova de soletração.
Rocco piscou, surpreso pela minha interrupção absurda.
— Ai, desculpa! — limpei o canto do olho, envergonhada. — Pode falar. Eu tô preparada para ouvir.
Ele me encarou por um segundo, como se estivesse avaliando seriamente se eu realmente estava preparada ou se precisava chamar um médico, um padre e talvez um exorcista.
Rocco segurou a minha mão de novo, alisando a minha pele fria com o polegar.
— Eu preciso te contar três coisas primeiro para você entender a confusão — disse. — A primeira é que o meu avô tá muito doente. Ele colocou um marcapasso no coração e o médico deixou claro que o velho não aguenta estresse forte nem notícias ruins. Ele tá debilitado de verdade e corre o risco de ter uma parada cardíaca se passar raiva.
Apertei os dentes.

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