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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 295

POV/ SKY

— Sky...

— Não, é sério! Eu preciso beber alguma coisa!

Virei para o corredor.

— Você quer uma água? — ele perguntou, levantando rápido.

— Quero! Acho que quero uma água...

Parei.

Pensei.

Virei lentamente o rosto para ele.

— Não.

Rocco franziu a testa.

— Não?

— Não quero água nenhuma.

— Então o quê?

— Eu quero algo mais forte! Tequila, uísque, o que você tiver de mais forte.

O Rocco me encarou como se estivesse avaliando se aquela era uma excelente ideia ou se eu estava prestes a transformar uma conversa em uma ocorrência policial.

Mesmo assim, foi até o bar da sala.

Voltou com um copo na mão, misturando uma dose forte de uísque.

Eu peguei a bebida com as duas mãos, que tremiam de um jeito tão ridículo que o líquido chegou a balançar dentro do copo.

— Obrigada.

— Sky, não precisa beber isso tudo de uma vez.

Tomei um gole grande.

O líquido queimou minha garganta e desceu pelo peito como se tivesse vindo cobrar uma dívida.

— Desculpa... é que... ai, nossa...

Meu lábio inferior começou a tremer.

Eu tentei respirar fundo.

Não funcionou.

A minha voz embargou e as lágrimas simplesmente despencaram dos meus olhos de uma vez.

— Eu não quero chorar! Me desculpa!

Comecei a soluçar, passando as costas da mão pelo rosto.

— Tudo bem, meu amor... tudo bem — ele tentou se aproximar.

— Não tá nada bem! — chorei mais alto. — Não tá nada bem porque eu não quero que você termine de falar!

O Rocco parou.

— Sky...

— Eu já leio livro de época, Rocco! — apontei o copo para ele, indignada no meio do choro. — Eu sei exatamente o que tá acontecendo aqui!

Ele piscou.

— O que exatamente você acha que está acontecendo?

— Eu não quero falar!

— Então como você sabe?

— Porque eu tenho experiência literária!

O Rocco ficou me encarando.

Eu também.

— Isso não faz sentido — ele falou.

— Para mim faz!

Ele esticou o braço para tocar no meu ombro.

— Não me toca!

Dei um passo para trás, parecendo uma criança birrenta, e bati o pé no chão com força.

Levei o copo à boca e dei mais um gole grande, tentando afogar o pavor.

— Calma, Sky — ele pediu, tentando pegar o copo da minha mão.

— Não! Só mais um pouquinho!

— Se você beber demais, eu não vou conseguir te contar e você vai dormir.

Ele segurou os meus pulsos com cuidado.

Olhei para ele com a visão toda embaçada de choro.

— Você me ama?

— Eu te amo, Sky — respondeu na hora, os olhos verdes cravados nos meus. — Eu te amo. Você é a única mulher na minha vida.

Aquilo acabou comigo.

Não aguentei.

Me joguei no peito dele e passei os braços pelo pescoço dele, chorando contra a pele quente do pescoço dele.

O Rocco me abraçou apertado, me tirando um pouco do chão e deixando beijos no topo da minha cabeça.

Fiquei ali.

Dez segundos.

Talvez onze.

Nem sei....

O suficiente para o meu cérebro lembrar que eu estava sofrendo por causa de uma mulher que, aparentemente, era prima dele de consideração, que ele não tinha transado, que ele não tinha dormido, que não estava grávida e que, apesar de tudo, ainda era responsável por eu estar naquela situação.

Então meu cérebro apitou novamente.

— Bom... — murmurei.

Rocco continuou me abraçando.

— O quê?

— É melhor eu ficar longe.

Soltei os braços do pescoço dele.

Ele me encarou com uma expressão que dizia que já estava começando a se arrepender de todas as decisões que tinham levado até aquele momento.

— Quão longe você quer ficar?

Dei dois passos para trás.

— Mais longe...

Dei mais dois.

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