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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 338

POV: CHRISTIAN

Depois que saí do hospital com o Rocco, não consegui dormir.

Passei o restante da madrugada no meu apartamento, andando pela sala com um copo de uísque na mão. As frases que o Otávio tinha escrito no caderno não saíam da minha cabeça.

Se aquele homem realmente era amigo do meu pai e do pai do Rocco, então a história que as nossas famílias contavam há anos estava furada. Talvez até fosse mentira.

Eu precisava descobrir a verdade. Mas também precisava pensar em como conversar com o meu pai sem provocar uma guerra dentro da família antes de ter todas as respostas.

Peguei o celular várias vezes. Tinha mandado mensagem para a Moon assim que cheguei em casa, mas ela não respondeu.

Tive vontade de pegar o carro, ir até o prédio dela e conferir se estava tudo bem. Porém, me contive. A Sky estava com ela, e as duas tinham passado por uma noite difícil. Aparecer no apartamento no meio da madrugada poderia assustar as meninas ou soar invasivo demais.

A Moon provavelmente estava dormindo, exausta.

Fui para o escritório, abri o computador e comecei a pesquisar lugares reservados para viajar. Também procurei opções de passeios exclusivos e ideias para preparar uma surpresa completa para ela.

Eu queria tirar a Moon daquele apartamento por alguns dias e proporcionar um fim de semana perfeito, longe do Gouveia e de toda essa confusão.

No início da manhã, tomei um banho gelado, vesti um terno bem cortado e fui direto para a construtora.

Assim que entrei na minha sala, liguei o interfone para a recepção:

— Peça para a Sakura vir até a minha sala, por favor.

— Sim, diretor Christian.

Desliguei o interfone e comecei a conferir os horários disponíveis para o nosso voo. Eu pretendia sair na quinta-feira à noite, antes da audiência marcada para sexta. Até o juiz analisar o pedido de adiamento, era mais seguro manter a Moon longe da cidade.

Dois minutos depois, bateram na porta.

— Entra.

A Sakura colocou a cabeça para dentro. Os olhos dela estavam arregalados e ela apertava uma prancheta contra o peito:

— Diretor Christian? O senhor mandou me chamar? Aconteceu algum problema com as plantas do resort?

— Não. Entra e fecha a porta.

Ela entrou devagar e sentou na cadeira diante da minha mesa:

— Se tiver qualquer erro no projeto, a equipe pode corrigir agora mesmo...

— Não tem nada de errado com o projeto — interrompi com calma. — Chamei você para falar sobre a Moon.

A Sakura piscou, confusa:

— Sobre a Moon?

— Eu e a Moon estamos juntos — falei de forma direta. — E vou levar a sua amiga para viajar na quinta-feira à noite.

A preocupação desapareceu do rosto dela no mesmo segundo:

— O quê?!

— Quero que ela passe alguns dias longe do Gouveia e de toda essa pressão. A audiência de sexta-feira ainda está na pauta, e o pedido de adiamento só vai ser analisado depois que for protocolado. Até lá, prefiro mantê-la protegida.

A Sakura ficou imóvel por alguns segundos. Depois, abriu um sorriso enorme e bateu as palmas das mãos, animada:

— Meu Deus! Eu realmente não esperava por isso! Então você é o homem misterioso que estava deixando a Moon completamente maluca esses dias?

— Sou eu mesmo.

— Eu sabia que tinha alguma coisa no ar!

— É exatamente por isso que te chamei. Quero preparar uma surpresa para ela e preciso da sua ajuda.

A Sakura se acomodou melhor na cadeira:

— Pode perguntar o que quiser, diretor.

— Que tipo de lugar ela gostaria de conhecer? Ela prefere algo calmo ou gosta de passeios? Tem alguma comida que ela não suporte? Alguma coisa que a deixe desconfortável?

Ela respondeu a tudo com boa vontade. Me contou os lugares que a Moon sonhava em conhecer, as comidas preferidas e o tipo de ambiente que a deixaria completamente à vontade. Também deu detalhes simples sobre coisas que a amiga achava românticas.

Prestei atenção e anotei mentalmente cada detalhe.

— A Moon sabe que vai viajar? — a Sakura perguntou.

— Não tecnicamente, é uma surpresa.

— E você quer que eu não fale nada?

— Não fala absolutamente nada.

A Sakura colocou a mão no peito, fingindo ofensa:

— Minha boca é um túmulo.

CAP. 363 -  Um homem muito decidido 1

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