POV: MOON
— Christian, a gente tá no meio do expediente.
— E daí?
— E daí que qualquer um pode bater nessa porta.
Ele lançou um olhar rápido na direção da entrada:
— Tá trancada. Ninguém vai entrar aqui.
— Nós dois temos muito trabalho para entregar hoje.
— O meu trabalho pode esperar alguns minutos.
— O meu não pode — retruquei, parada no meio da sala.
O Christian se levantou da cadeira de couro sem pressa nenhuma. A presença dele parecia tomar o escritório inteiro enquanto ele contornava a mesa de mogno e começava a caminhar na minha direção, com passos lentos e calculados.
Fui recuando devagar pelo carpete, dando passos para trás a cada investida dele, até as minhas costas baterem contra a parede lisa perto da estante.
Ele parou a um palmo de mim, ergueu os braços e apoiou as duas mãos na parede, uma de cada lado da minha cabeça, me prendendo naquele espaço sem encostar um único centímetro de pele no meu corpo.
— Eu só quero terminar o que a gente começou naquele dia antes de baterem na porta — a voz dele desceu um tom, rouca e baixa.
Soltei uma risadinha sem fôlego, encarando os olhos escuros dele tão perto dos meus:
— Você não tem jeito mesmo, né? É completamente louco.
— Completamente louco e obcecado por você — ele respondeu sem hesitar, o olhar descendo para a minha boca. — Se você não quiser tirar essa roupa, eu tiro para você.
O tom firme e autoritário fez o meu estômago dar um nó imediato. Meu coração disparou no peito, mas eu conhecia o homem na minha frente. Sabia exatamente a diferença entre o nosso jogo e uma ameaça real.
Ergui o queixo, sustentando a postura:
— Você tá muito convencido de que eu vou obedecer tudo o que você manda.
— Não. Tô convencido de que você quer me fazer esperar só para me provocar.
Tentei manter a cara séria, mas um sorriso de lado escapou antes que eu pudesse conter:
— Talvez eu queira mesmo.
— Então você vai aprender que me provocar tem consequências, garota.
Parei por um segundo, olhando bem no fundo dos olhos dele:
— E se eu disser que não quero?
A postura descontraída do Christian sumiu na hora, dando lugar a uma seriedade absoluta:
— Me diga... Você quer ir embora? — Ele perguntou, mas não era uma pergunta se queria saber a minha resposta era como se ele ja soubesse.
Estiquei os braços, segurei o tecido da gravata frouxa no colarinho dele e o puxei para perto com força:
— Eu não quero ir embora.
Ele inclinou o rosto, os olhos cravados nos meus:


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário