POV: MOON
— Deixa eu te ver — murmurou na minha pele.
Quatro.
Abriu a blusa. Os lábios dele tocaram meu ombro, quentes, e desceram pela clavícula enquanto ele puxava o tecido pelos meus braços. A peça escorregou até os pulsos. Tirei. Joguei para o lado.
O ar-condicionado bateu na pele descoberta. O sutiã era bege, simples. Senti um pouco de vergonha. Os olhos dele desceram devagar e o calor subiu nas minhas bochechas na hora.
— Perfeitinha demais.
A língua dele passou no lábio de baixo.
A boca dele cobriu a minha. Os lábios firmes, o gosto dele enchendo a boca. Depois desceu para o queixo. Depois para o pescoço. Depois para o ombro nu, devagar, a barba curta raspando a pele. Fechei os dedos na camisa dele. A respiração saiu quebrada contra a boca dele.
— Você não faz ideia do que você faz comigo quando entra aqui — falou contra a minha clavícula. — Essa saia. Esse salto. Essa cara de quem veio trabalhar.
— Eu vim trabalhar.
— Eu sei. E isso me dá mais tesão ainda.
Soltei uma risada ofegante. A cabeça caiu para o lado e o pescoço ficou mais exposto sem eu ter planejado isso.
— Você que mandou me chamar.
— E agora você está aqui. E eu vou te foder.
Os lábios dele voltaram aos meus, mais lentos, mais molhados. A língua dele entrou na minha boca e eu respondi na hora, com força, as pernas apertando a cintura dele, o corpo puxando ele para mais perto. A madeira fria da mesa contrastava com o calor entre a gente. Lá fora, o andar seguia. Aqui dentro eu estava em cima da mesa do meu diretor, de sutiã, os lábios colados nos dele.
A boca dele se afastou. Fiquei ofegante, a testa encostada na dele, os lábios inchados. Os olhos escuros estavam perto demais. A pergunta saiu baixa, sem jeito.
— Bom… você vai tirar minha virgindade aqui?
O Christian parou.
Não se afastou. O polegar ficou na minha cintura. A respiração dele ainda vinha pesada. O olhar desceu da minha boca para o meu peito e voltou.
— Não. Não vai ser aqui. Não vai ser em cima da minha mesa, no meio do expediente, com a Cecília do lado de fora.
O estômago apertou. Alívio e decepção, os dois ao mesmo tempo.
Ele segurou meu queixo. O polegar no meu lábio.
— Eu vou fazer o que a gente já fez antes. Um caminho já descoberto.
O ar sumiu.
O corpo lembrou na hora. A pressão. O ardor. O jeito que ele tinha mandado eu respirar. O jeito que eu tinha gozado mesmo assim. O calor subiu do pescoço até as orelhas.
Os lábios dele cobriram os meus de novo.
Devagar. Fundo. A língua dele tomou a minha boca e um som baixo ficou preso na garganta. As mãos subiram para o pescoço dele, puxando, pedindo mais sem eu ter coragem de falar.
A mão grande foi nas minhas costas, achou o fecho do sutiã e abriu. Um estalo curto. As alças escorregaram pelos ombros. Ele puxou o tecido para baixo e meus peitos ficaram no ar frio da sala, os bicos rígidos. Tive vontade de cobrir. Não cobri.
— Porra, Moon…
A palma dele cobriu o meu seio inteiro. Apertou. O polegar passou na ponta, devagar, e meus quadris se moveram sozinhos em cima da mesa. Ele fez de novo, mais firme, rolando o mamilo entre o polegar e o indicador. A boca desceu no outro.

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