POV: MOON
Fiquei olhando.
A saia na cintura. Os peitos nus. As pernas trêmulas. O pau dele esperando. A ideia bateu inteira: aquilo ia entrar na minha bunda. Na cadeira dele. No meio da manhã. Meu Deus.
— Christian, isso não vai…caber.
— Vai. Eu já entrei uma vez. Vou entrar de novo.
Desci da mesa com as pernas moles. Os saltos tocaram o carpete. Dei dois passos e parei na frente dele, entre as pernas abertas. De perto, o corpo moreno ocupava a cadeira inteira. O peito largo. O abdômen marcado.
Aí eu vi o metal.
Dois piercings. Um em cada mamilo. Argolas escuras, simples, cravadas na pele. Estiquei a mão sem pedir. O dedo tocou o ferro frio. A argola se moveu. O mamilo dele endureceu na hora. Ele soltou o ar pelo nariz e segurou meu pulso.
— Nossa. Seus piercings.
— É.
— No começo eu pensei que eram brincos. — A voz saiu baixa. — Quando você… eu estava com a faixa. Eu não via. Eu só tocava.
— Não é brinco.
Passei o polegar na argola de novo, devagar. O corpo dele retesou debaixo do meu dedo.
— Então a gente combinou.
— Mas o seu está em um lugar muito mais interessante ele me disse.
Ele sorriu de lado. Ele soltou meu pulso, inclinou o corpo para o lado e abriu a gaveta da mesa. O som da madeira foi curto. Quando a mão voltou, vinha com um pacote e um vidro.
Camisinha. Lubrificante.
Rasgou o plástico com os dentes. Tirou a camisinha. Segurou o pau com uma mão e rolou o látex com a outra, até a base. Por cima, o tamanho ainda assustava. Grosso. A cabeça marcada. Ele abriu o vidro, despejou na palma, espalhou no pau inteiro e passou o que sobrou nos dedos.
— Vem cá.
Segurou minha cintura e me puxou para o colo me ajeitando, de frente para ele, as coxas abrindo em volta daquele quadril largo.
O pau bateu na minha barriga, quente, duro, grande demais. O metal dos peitos dele encostou nos meus.
Olhei para baixo.
O pau parado embaixo. O piercing do meu clitóris brilhando no meio. A distância entre os dois.
— Meu Deus…
— Olha para mim.
Olhei. Os olhos escuros. O maxilar travado. As mãos nas minhas laterais, me segurando no ar por cima dele.
— Devagar. Eu te seguro.

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