POV/ CHRISTIAN
Gozou fundo.
Nu. Dentro. Jato depois de jato na buceta dela, o quadril colado, o peito no dela, a boca na boca dela até o último tremor. O aperto dela me milimetrando enquanto eu despejava, quente, fundo, o coração disparado, o corpo inteiro tremer em cima do dela. Fiquei assim. Dentro. O corpo dela mole debaixo do meu, as pernas ainda em volta da minha cintura, o coração dela batendo contra o meu peito. Os dois. Descompassados. Colados.
O quarto voltou. As velas. O mar. Uma pétala colada no ombro dela.
Não saí. Fiquei. O pau ainda dentro, ainda pulando, o gozo quente misturado com ela, com o sangue, com o calor. A buceta dela ainda me apertava, lenta agora, cansada, viva. A mão grande nas costas nuas. Os lábios na têmpora. O peito ainda apertado. Cuidado. Tesão. Um alívio fundo, pesado, de ter feito direito.
Ela puxou o ar. A boca no meu peito, perto do piercing.
— Nossa… — a voz saiu rouca. — Uau.
Apertei ela contra mim. O pau ainda dentro. O coração ainda acelerado.
— Foi incrível.
Os olhos verdes ergueu para os meus. Inchados. Brilhando. Eu passei o polegar no lábio dela. Inchado. Vermelho. Olhei aquele rosto e o peito encheu de novo. Eu tinha esperado por isso. Tinha sonhado com isso. E agora ela estava debaixo de mim, cheia de mim, e eu ainda não tinha terminado de cuidar.
— E ainda não acabei com você.
A minha respiração ainda saía pesada, cortando o silêncio da suíte enquanto eu tentava recuperar o fôlego. O calor que emanava do corpo da Moon sobre o colchão parecia uma fornalha, e cada terminação nervosa minha ainda gritava pelo toque daquela garota.
Eu queria continuar. Por mim, eu passaria a noite inteira tomando aquela mulher em todos os cantos daquele quarto, sem dar trégua para nós dois. Mas quando olhei para o rosto dela, vi as bochechas coradas, o peito subindo e descendo com esforço e a pele sensível acusando a intensidade do que a gente tinha acabado de fazer.
Apoiei os braços na cama e comecei a me levantar devagar.
A Moon abriu os olhos verdes, piscando com lentidão, e esticou a mão fraca para segurar o meu antebraço:
— Christian... Não sai de perto...
— Eu não vou a lugar nenhum, ratinha — respondi com a voz rouca, passando o polegar pela testa suada dela. — Mas agora eu vou cuidar de você.
Ela franziu a testa, tentando puxar uma postura teimosa mesmo sem forças nas pernas:
— Eu não quero que você pare. Eu quero você de novo.
Dei um meio sorriso, me abaixei e peguei na minha bolsa de viagem um tubo de pomada cicatrizante e calmante que eu tinha comprado exclusivamente para ela antes de sair do continente. Voltei para a beirada da cama e mostrei o frasco.
A Moon olhou para o remédio e virou o rosto para o lado, soltando um resmungo manhoso:
— Eu não preciso de pomada nenhuma. Eu tô ótima. Eu quero transar mais.
Soltei uma risada baixa, encostei o tubo na mesinha de cabeceira e me inclinei sobre ela, segurando o queixo delicado para fazer aqueles olhos verdes me encararem:
— Você acha que eu não quero? Eu tô louco por você, Moon. O meu corpo inteiro tá queimando para te colocar na parede de novo. Mas nós temos a porra do fim de semana inteiro pela frente. Nós temos três dias inteiros trancados nesta ilha, sem ninguém para atrapalhar.
— Então por que parar agora? — ela insistiu, a voz dengosa.
— Porque agora a minha prioridade é o seu bem-estar. Deixa eu cuidar de você, ratinha. Ver você bem, sem dor e protegida nos meus braços é o que me faz feliz de verdade.
Ela mordeu o lábio inferior, e a marra dela desmoronou na mesma hora, dando lugar a um olhar doce e emocionado.
Me inclinei mais um pouco e depositei um beijo demorado e carinhoso bem no centro da testa dela.
POV: CHRISTIAN
Passei os braços por baixo do corpo macio da Moon e a levantei da cama nos meus braços, caminhando direto para a porta do banheiro da suíte. Ela passou os braços ao redor do meu pescoço, encostando a bochecha no meu peito enquanto eu cruzava o piso de mármore.
Liguei o registro da hidromassagem e regulei a água para ficar bem quente e relaxante, adicionando sais de banho com essência suave de lavanda. Desci o corpo dela devagar para dentro da banheira espaçosa, ajeitando a cabeça dela no encosto acolchoado.

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