POV/ CHRISTIAN
O peito subia curto, fundo, como se o ar tivesse engrossado. Eu sentia a cabeça do meu pau molhar por dentro da roupa, sentia as veias pulsar, sentia a vontade animal de abrir, enfiar até o fim e foder até ela esquecer o próprio nome. Meu saco estava pesado. Minha mão tremeu uma vez na cintura dela, os dedos cravando a pele macia só para eu não ceder.
Ela ainda estava gozando.
O primeiro pico passou e veio o segundo, menor, arrastado, cruel, porque os vibradores não tinham parado. O corpo dela tentou fugir para a frente e a madeira segurou o pescoço. Tentou fechar as pernas e as tiras nos tornozelos puxaram de volta. Um soluço subiu no meio do gemido. Ela chorava. De tesão. De demais. De não ter para onde ir enquanto aquilo atravessava ela inteira.
— Meu Deus... meu Deus, Christian...
A voz saiu destruída. Molhada. Quase sem som no fim.
Eu não tirei a ponta na hora. Segurei mais um segundo, o crepitar violeta ainda mordendo o clitóris inchado, e vi o quadril dela dar mais um pulo inútil, um último espasmo, antes de eu afastar o aparelho.
O silêncio que ficou não era silêncio. Era ela ofegando. Era o zumbido baixo dos dois motores. Era o meu sangue batendo no ouvido.
Desliguei o wand. O crepitar morreu.
Passei a palma nas costas dela, devagar, sentindo o coração disparado debaixo da pele, sentindo a cera rachada, sentindo o suor. O corpo pequeno ainda tremia em ondas, como um animal depois de correr demais. Eu podia ter enfiado o pau nela naquele segundo e ela ia gozar de novo só da penetração. Eu sabia. O meu corpo sabia. O meu pau latejava tanto que doía a barriga.
Não enfiei.
Inclinei o tronco por cima dela, o peito cobrindo as costas, a boca perto da orelha quente, e falei baixo, quase um rosnado:
— Eu deixei.
Ela soluçou, tentando achar o ar.
— Estimulei demais o seu corpo. Te deixei perto demais, três vezes. O clitóris já estava no limite. O choque só fez o resto.
A Moon virou o pouco de rosto que a prancha deixava. Os olhos verdes, marejados, sem rímel nenhum no lugar, me acharam pelo canto. A boca vermelha, aberta, um fio ainda escorrendo.
— Eu gozei... — ela ofegou, como se ela mesma não acreditasse. — Eu gozei e você nem... você nem colocou em mim.
— Eu sei.
Passei o polegar no canto da boca dela, sujo de saliva, e ela aceitou o toque até nisso, até destruída.
— Gozou sem o meu pau. Gozou para mim. Do jeito que eu quis. Na hora que eu quis.
O quadril dela ainda dava uns tiques pequenos, residual, a boceta se contraindo no vazio em volta do vibrador. Eu olhei para baixo outra vez, para aquele corpo aberto na beirada da minha cama, e o tesão subiu tão fundo que eu tive que cravar os dentes.
Linda. Destruída. Minha.
E o meu pau continuava tão duro que eu mal respirava, esperando a hora de enterrar ele nela de uma vez.
Desliguei os dois brinquedos. Tirei primeiro o da boceta, devagar, e ela soltou um gemido fraco, vazia de repente. O do ânus saiu com mais cuidado. A Moon tremeu quando a largura passou, um ai baixo, e ficou aberta, vermelha, molhada, o piercing brilhando, o ânus piscando no ar frio do quarto.
Ajoelhei o joelho no colchão outra vez.
A língua foi direto nela.
O gosto estava mais forte agora, depois do orgasmo, quente, molhado, e eu chupei devagar — não para fazer ela subir de novo ainda. Para sentir. Para comer o que era meu. A Moon gemeu cansada, o quadril tentando recuar e não tendo para onde, e eu segurei a bunda vermelha com as duas mãos e enfiei a língua fundo, lambendo o clitóris, o piercing, descendo, subindo, sujando a barba inteira nela.


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