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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 519

POV: NATHAN

Eu precisava mandar aquela mulher embora.

Era simples. Bastava abrir a porta, apontar para a casa dela, do outro lado da rua, e dizer que conversávamos pela manhã. Sakura atravessaria a rua, entraria em casa e dormiria na própria cama, enquanto eu tentaria recuperar o pouco de sanidade que ainda me restava.

Era exatamente o que qualquer homem com dois neurônios funcionando faria.

Infelizmente, os meus pareciam ter pedido demissão.

Porque, em vez de mandá-la embora, eu estava beijando Sakura na entrada da minha casa, depois da meia-noite, usando apenas uma toalha.

E o irmão dela estava dormindo no andar de cima.

Puta que pariu.

Segurei sua cintura e aprofundei o beijo. Sakura soltou um suspiro contra minha boca, envolvendo meus ombros com os braços, e senti seus dedos alcançarem minha nuca.

Eu conhecia aquela mulher havia anos. Conhecia suas manias, seu temperamento, a maneira como franzia o nariz quando estava irritada e como sorria quando acreditava ter conseguido me convencer de alguma coisa.

Também conhecia aquele sorriso que ela tentava esconder depois de me beijar.

E era justamente esse o meu problema.

Sakura se afastou o suficiente para respirar.

— Você está bravo comigo?

— Muito.

Ela sorriu.

— Não parece.

— Estou tentando demonstrar.

— Está fazendo um péssimo trabalho, Beaumont.

Antes que eu pudesse responder, ela me beijou novamente.

Pronto.

Lá se foi minha última tentativa de manter alguma autoridade naquela situação.

Passei a mão por sua nuca, entrelaçando os dedos nos cabelos pretos. Sakura se aproximou mais, e dei alguns passos para trás, conduzindo-a para longe da entrada.

Precisávamos sair dali.

Principalmente porque eu ainda estava de toalha e tinha um vizinho que adorava passear com o cachorro de madrugada.

Fechei melhor a porta e voltei a beijá-la.

Sakura segurou meu rosto entre as mãos.

— Sentiu minha falta?

— Você esteve comigo até pouco tempo atrás.

— Não foi isso que eu perguntei.

— Sakura...

— Nathan...

Soltei uma risada.

— Você não facilita nada.

— Eu sei.

Ela me deu outro beijo, satisfeita consigo mesma.

Tentei caminhar em direção à sala sem me afastar dela. Foi uma decisão questionável.

Meu quadril esbarrou no aparador.

Alguma coisa caiu no chão.

O barulho pareceu absurdamente alto naquela casa silenciosa.

Nós dois congelamos.

Olhei para o objeto caído.

Depois para Sakura.

— Merda.

Ela apertou os lábios, tentando não rir.

— Foi você.

— Eu sei que fui eu.

— Só estou esclarecendo.

— Sakura, pelo amor de Deus...

Ela soltou uma risadinha.

Apontei para o teto.

— Diego.

Imediatamente, ela cobriu a boca.

— Meu Deus! — sussurrou. — Eu tinha esquecido!

— Como você consegue esquecer que seu irmão está dormindo na minha casa?

— Porque você abriu a porta daquele jeito!

Olhei para minha toalha.

— Eu estava tomando banho!

— E eu tenho culpa de você ficar bonito de toalha?

Fiquei olhando para ela.

Sakura abriu um sorriso inocente.

— O quê?

— Você está tentando me matar.

— Dramático.

Segurei sua mão e a puxei comigo, afastando-nos do aparador. Só que ela tropeçou na beirada do tapete e se agarrou aos meus ombros.

Perdi o equilíbrio.

Caí sentado no sofá, com Sakura praticamente em cima de mim.

— Ai, meu Deus! — ela exclamou, antes de começar a rir.

— Shhh!

— Desculpa!

— Você vai acordar seu irmão!

— Eu sei!

— Então para de rir!

Ela tentou.

Juro que tentou.

Mas bastou olhar para minha expressão para começar tudo de novo.

Acabei rindo também.

— Você é uma desgraça na minha vida, sabia?

— Uma desgraça muito bonita.

— Convencida.

— Aprendi com você.

Ela se ajeitou sobre minhas pernas, e seus cabelos caíram sobre meu rosto. Afastei os fios com uma das mãos, colocando-os atrás de sua orelha.

A sala estava escura, iluminada apenas pela claridade que entrava pelas janelas. Mesmo assim, conseguia distinguir seu sorriso.

Passei o polegar lentamente por sua bochecha.

Sakura parou de rir.

— O que foi? — perguntou baixinho.

Balancei a cabeça.

— Nada.

— Você está me olhando de um jeito estranho.

— Estou olhando para você.

— Eu percebi, gênio.

Sorri.

Ela tinha os olhos fixos nos meus, e por alguns segundos esqueci completamente o objeto caído no chão, a toalha e até a possibilidade de Diego aparecer.

CAP. 549 -  PÉSSIMAS DECISÕES 1

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