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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 522

POV: NATHAN

— Nathan!

Ouvi alguém me chamando de muito longe.

Ignorei.

— Nathan, anda! A gente vai se atrasar!

Franzi a testa, ainda de olhos fechados.

Não. Aquela voz não podia estar ali.

— Nathan!

Diego.

Meu Deus do céu.

Eu estava tendo um pesadelo.

Era isso. Um pesadelo horrível, daqueles em que a pessoa tentava correr, mas as pernas não funcionavam. Só que, no meu caso, eu estava preso na cama e meu melhor amigo tinha decidido me atormentar.

— Anda logo, cara!

Por favor, Diego. Não agora.

Vá embora.

Volte para o seu quarto.

Volte para a sua casa.

Volte para o útero da sua mãe, se possível.

— NATHAN!

Abri os olhos.

A claridade da manhã entrava pelas cortinas, e havia uma mulher dormindo tranquilamente ao meu lado, com os cabelos pretos espalhados pelo travesseiro e uma das mãos apoiada sobre meu peito.

Sakura.

Minha cama.

Meu melhor amigo do outro lado da porta.

Puta que pariu.

Não era um pesadelo.

Era muito pior.

— Nathan, você morreu aí dentro?

Olhei para a porta.

A maçaneta se mexeu.

Meu coração deu uma pancada tão forte que senti o peito doer.

Não.

Não, não, não!

A porta começou a abrir.

Num movimento desesperado, puxei o cobertor até cobrir completamente Sakura, inclusive sua cabeça, e me sentei na cama.

— EI!

Diego apareceu na porta.

— Finalmente! Estou te chamando faz uns dez minutos!

Meu coração estava batendo tão depressa que eu provavelmente conseguiria abastecer a casa inteira se alguém me conectasse a um gerador.

Diego entrou.

ENTROU!

O filho da mãe simplesmente entrou no meu quarto!

— Que porra é essa, Diego?!

Ele parou.

— Bom dia para você também.

— Por que você entrou no meu quarto?!

— Uai, porque você não acordava!

Olhei rapidamente para o volume debaixo do cobertor.

Sakura tinha acordado.

Eu sabia porque senti sua mão apertar minha coxa.

Apertei a mão dela por cima do tecido.

Não se mexe.

Pelo amor de Deus, mulher, não se mexe!

— Você não sabe bater na porta? — perguntei.

Diego franziu a testa.

— Eu bati!

— Então espera a pessoa responder!

— Nathan, a gente vai chegar atrasado!

— Eu ouvi!

— Então levanta!

— Agora não posso!

Ele ficou me olhando.

— Como assim não pode?

Passei a mão pelo rosto.

Eu precisava pensar.

Pensar depressa.

Infelizmente, meu cérebro tinha entrado em greve.

— Estou ocupado.

Diego olhou para mim.

Depois para a cama.

Depois para o volume suspeito ao meu lado.

Seu rosto mudou.

Ah, não.

Não.

Não faça essa associação, Diego.

Por favor.

— Pera aí...

Meu estômago afundou.

— O quê?

Ele apontou para o cobertor.

— Você trouxe uma mulher para cá?

O silêncio que se seguiu foi provavelmente o mais aterrorizante da minha existência.

Eu podia mentir.

Podia dizer que era um travesseiro.

Um travesseiro muito grande.

Um travesseiro com cabelos pretos, pernas e a capacidade de apertar minha coxa.

Porra.

— Trouxe — respondi.

Diego arregalou os olhos.

Depois abriu um sorriso enorme.

— AAAAAH!

— Fala baixo, caralho!

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