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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 524

POV/ NATHAN

— Daqui a pouco!

— Mas você nem vai oferecer café da manhã?

— ELA FAZ DIETA, DIEGO!

— Tá bom, caralho! Já entendi a dieta!

Ele balançou a cabeça, indignado.

— Coitada dessa mulher. Além de tímida, não pode nem tomar café!

Sakura apertou minha coxa com tanta força que precisei morder a parte interna da bochecha para não reclamar.

Ela ia me matar antes do irmão.

Diego inclinou a cabeça, observando o cobertor.

— Mas, falando sério, Nathan...

— O quê?!

— Ela está respirando aí?

Meu sangue gelou.

Olhei para Sakura. O cobertor estava completamente sobre sua cabeça havia tempo demais.

Merda.

Eu estava tão ocupado tentando impedir que Diego me assassinasse que tinha esquecido que a mulher escondida na minha cama precisava de oxigênio!

Afrouxei discretamente o tecido perto do rosto dela.

— Está!

Diego estreitou os olhos.

— Tem certeza?

— ABSOLUTA!

— Porque você praticamente embrulhou a mulher num edredom!

— Ela gosta!

— De ficar sem respirar?

— DE DORMIR COBERTA!

Diego ficou me olhando por alguns segundos antes de soltar uma gargalhada.

— Rapaz, vocês dois são esquisitos!

Passei a mão pela testa. Eu não tinha mais condições psicológicas de continuar aquela conversa.

— Diego, por tudo que é mais sagrado, vai trabalhar.

— Tá bom, tá bom!

Ele recuou até a porta, mas, quando pensei que finalmente estava livre, virou-se novamente para a cama.

— Ah, moça!

Meu Deus. Eu ia arrancar aquela porta das dobradiças.

— Parabéns! — ele gritou, todo animado. — Você conseguiu domesticar o Beaumont! Isso é um acontecimento histórico!

Sakura soltou um som abafado debaixo do cobertor.

Congelei.

Diego franziu a testa.

— Ela falou alguma coisa?

— Tossiu!

— Ah, tá.

Ele me olhou de cima a baixo.

— Você devia dar uma água para ela. Está parecendo que vai sufocar aí debaixo.

— EU VOU DAR ÁGUA!

— Credo!

Diego ergueu as mãos, rindo.

— Tá bom, apaixonado! Já estou indo!

— VAI!

Ele saiu, mas ainda consegui ouvi-lo falando no corredor:

— Primeira mulher que dorme na casa dele... Quem diria! Vou até marcar essa data no calendário!

— DIEGO!

A gargalhada dele ecoou pela escada.

Dessa vez, esperei ouvir seus passos chegarem ao andar de baixo. Uma porta se abriu e se fechou na cozinha, mas não arrisquei chamar Sakura antes de ter certeza de que ele não voltaria.

Afastei o cobertor do rosto dela.

Sakura apareceu completamente vermelha, com os cabelos pretos grudados nas bochechas e os olhos cheios de lágrimas.

Por um segundo, fiquei preocupado.

— Sakura? Você está bem?

Ela abriu a boca para responder, mas não conseguiu. Começou a gargalhar, dobrando-se sobre a cama enquanto apertava a barriga. Quanto mais tentava recuperar o fôlego, mais ria.

— Meu... Deus... Nathan!

Olhei para ela, indignado.

— Isso não tem graça!

— Tem muita graça!

— Seu irmão quase descobriu!

— Eu sei!

— Ele estava a dois passos de você!

— Eu sei!

— E você estava rindo!

Ela cobriu a boca, mas os ombros continuaram tremendo.

— Desculpa!

— Você não está arrependida!

— Não estou!

Passei as duas mãos pelo rosto.

— Meu Deus do céu. Eu quase morri.

Sakura se aproximou de mim na cama e passou os braços ao redor da minha cintura.

— Tadinho.

Olhei para ela.

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