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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 609

NOTA DA AUTORA ❤️

Meus amores, algumas leitoras perceberam uma diferença na história do passado do Christian, e eu quero explicar para vocês! 🥹

Quando criei o personagem, a ideia era que ele fosse apenas filho adotivo de Lorenzo. Mais adiante, enquanto desenvolvia a história, decidi que Christian também seria seu filho biológico, uma verdade que Lorenzo escondeu durante anos. 👀

Por causa dessa mudança, alguns detalhes dos primeiros capítulos sobre a infância e a adoção dele ficaram diferentes da versão que conhecemos agora. Vou corrigir os capítulos antigos para que tudo fique de acordo com a história atual. 📖❤️

Para quem já leu e se lembrou da primeira versão, essa é a explicação! Obrigada pela atenção e pelo carinho com que vocês acompanham cada detalhe. 🥹🫂❤️

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POV/CHRISTIAN

Meu pai baixou o braço quando percebeu que eu não tinha me aproximado.

Indicou a cadeira diante da sua e esperou que me sentasse. Fiz isso observando seu rosto, procurando alguma diferença que explicasse a dificuldade de estar perto dele. A mesma voz tinha me orientado durante anos. As mesmas mãos tinham segurado o volante enquanto eu aprendia a dirigir.

Lorenzo puxou a própria cadeira e se acomodou.

— Obrigado por vir.

Olhei para as mãos dele antes de responder.

— Eu precisava.

Pedimos água. Esperei que o atendimento se afastasse e apoiei os braços sobre a mesa, tomando cuidado com o curativo.

Durante o caminho, tinha pensado em perguntas que agora pareciam difíceis demais para dizer em voz alta. Queria saber se ele se lembrava da minha mãe, se pensou em mim antes de procurar pela criança que rejeitou, se algum dia teve vontade de me contar sem ser obrigado.

— Não vou pedir que repita tudo o que a vó contou — comecei. — Mas preciso saber o que você tem para me dizer.

Meu pai respirou fundo.

Confirmou a história do nome falso, a gravidez e o dinheiro que ofereceu sem assumir a responsabilidade de estar presente. Minha mãe acreditou que Felipe era seu nome e o colocou em mim. Anos depois, ele me convenceu de que eu precisava deixar aquilo para trás e assumir o sobrenome Blackwood.

Eu conhecia a explicação que recebera quando era mais novo. Agora ouvia a parte que ele tinha escondido.

— Você sabia de onde vinha meu nome quando me pediu para mudar — falei.

Lorenzo assentiu.

— Sabia.

Passei os dedos pela borda do copo.

Durante anos, acreditei que a mudança tinha me permitido abandonar alguma coisa que doía. Meu pai me ensinou a enxergar o sobrenome como proteção, e eu conhecia a diferença no tratamento das pessoas depois que ouviam Blackwood.

Ele me ofereceu aquela proteção sem admitir que já tinha escolhido me deixar desprotegido.

— Eu devia ter contado — disse.

Levantei os olhos.

— Devia.

Ele não tentou discutir.

O silêncio me permitiu ouvir uma conversa perto da janela e o ruído de pratos sendo recolhidos. Havia pessoas almoçando, escolhendo alguma coisa no cardápio, continuando um dia que não tinha relação com o meu.

Agarrei-me por alguns segundos àquela normalidade.

— Você foi um bom pai para mim.

Lorenzo apertou os lábios.

— Eu amei cuidar de você.

Minha garganta começou a arder.

— Eu sei. Lembro do que fez. Das conversas, de você me ensinando a dirigir, de poder procurar você quando precisava.

Baixei os olhos antes de continuar.

— Tive uma vida que não teria conseguido construir sozinho naquela idade. Não estou fingindo que não recebi tudo isso.

Meu pai aproximou a mão, mas parou antes de tocar na minha.

Eu queria sentir apenas raiva. Seria mais simples olhar para ele e não encontrar o homem que costumava me tranquilizar.

Mas encontrava.

Ao mesmo tempo, lembrava de Rocco sentado na sala do hospital, com a cabeça baixa depois de descobrir quem mandou matar seu pai. Lembrava de Moon na água.

Eu amava Lorenzo e sentia vergonha dele. Era grato pelo cuidado que recebi e tinha vontade de perguntar como conseguia oferecer tanto a mim enquanto tirava dos outros.

Não sabia separar aqueles sentimentos.

— Por que precisou perder Roberto para me procurar? — perguntei.

Os olhos dele se encheram.

— Eu estava tentando continuar vivendo. E sabia que tinha deixado um filho para trás.

— Não sabia sequer se era um menino.

Ele negou devagar.

— Não sabia.

A resposta me fez engolir em seco.

— Se ele estivesse vivo, você teria ido?

Lorenzo demorou.

— Eu não sei, Christian.

Olhei para a mesa.

A sinceridade não tornava aquilo menos doloroso.

— Mas você não foi Roberto para mim — continuou. — Quando cheguei até você, encontrei outra pessoa. Meu filho. Eu não deixei de amar Roberto para amar você.

Assenti uma vez, sem conseguir responder.

Pensei na casa em que tinha crescido depois da adoção e em como, durante minha adolescência, parte daquela vida se desfez sem que eu compreendesse inteiramente.

— E Evelyn?

Meu pai ficou mais quieto.

— O que tem ela?

CAP. 640 - Diante de você 1

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