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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 98

POV: SKY BITTENCOURT

Fiquei em pé na beirada da piscina, puxando a barra do meu vestido de coqueiro para baixo com as mãos trêmulas, o coração batendo na garganta de tanto susto. Olhei desesperadamente na direção do barulho, vasculhando a escuridão entre as plantas e as espreguiçadeiras do hotel, mas o breu parecia engolir tudo e eu não conseguia ver absolutamente nada.

Quando as cadeiras caíram com aquele estrondo, a escuridão não me deixou ver nada. Meu coração continuava batendo na garganta, mas decidi disfarçar o susto para não estragar a noite.

— Ah, vamos comer? Eu estou com fome — sugeri, tentando mudar de assunto e aliviar o clima.

Eu queria gostar daquele momento. O Gael era incrível, atencioso, o cenário era perfeito. Mas a minha mente parecia uma inimiga jurada, levando o meu foco toda hora para o mesmo lugar: eu não estava gostando o suficiente. Eu não estava sentindo o choque. Desesperada para relaxar um pouco mais, peguei o coco e comecei a beber a bebida de frutas bem rápido, torcendo para o álcool anestesiar o meu cérebro e me fazer focar no rapaz à minha frente.

Voltamos para o pano forrado no chão. O Gael começou a conversar mansinho, deslizando a mão carinhosa pelas minhas pernas grossas, subindo o toque pelo tecido curto do vestido de coqueiro. O carinho dele era bom, mas no milésimo de segundo em que os dedos dele foram direto na direção da minha calcinha, eu travei. Segurei a mão dele na hora, impedindo o avanço. A imagem da mão do Rocco me invadiu com tanta força que parecia um fantasma me assombrando.

O Gael me olhou com doçura, totalmente compreensivo, e acariciou o meu rosto.

— Calma, Sky... Se você não quiser transar hoje, não tem problema nenhum, de verdade — ele sussurrou, aproximando o rosto do meu. — Mas me deixa te sentir. Deixa eu te fazer gozar... por favor.

Engoli em seco, olhando naqueles olhos castanhos tão seguros. Eu precisava esquecer o outro homem. Eu precisava tentar.

— Tá bom... — cedi, fechando os olhos.

O Gael sorriu e começou a subir a mão novamente pela minha coxa, mas ele mal encostou no tecido da minha calcinha e um barulho ensurdecedor quebrou o clima de vez. Dessa vez, uma mesa de apoio lateral inteira caiu no chão, esparramando copos e gelo pelo deque.

— Droga! — uma voz rouca, cavernosa e terrivelmente conhecida esbravejou no escuro. — Não dá para enxergar um palmo diante do nariz nesse lugar.

Dei um pulo para trás, empurrando a mão do Gael e ajeitando o meu vestido num salto só. Olhei para trás com os olhos arredalados. O Rocco Blackwood estava parado bem ali, no meio da penumbra.

— Rocco?! — exclamei, a voz saindo fina de tanto susto. — O que... o que você está fazendo aqui?

— Ah, vocês estão aqui? — ele perguntou, fingindo uma surpresa absurdamente falsa enquanto limpava uma poeira invisível da calça. — Eu não sabia que vocês estavam aqui.

— E o que você está procurando no escuro, pelo amor de Deus? — perguntei, cruzando os braços, tentando controlar o tremor nas minhas pernas. Minha cabeça estava uma confusão de medo e pânico, apavorada com a possibilidade de ele ter visto o que a gente estava quase fazendo ali.

— Eu estive aqui mais cedo e acabei deixando a minha carteira em algum lugar. Estou caçando ela — ele explicou, calmo até demais.

— Mas o pessoal do hotel limpa a beira da piscina o tempo todo, Blackwood! — Gael explicou calmamente. — Se tivessem achado, teriam guardado na recepção ou devolvido direto para você.

— É mesmo? Não sabia desse procedimento — ele deu de ombros, com aquele sorriso cínico desenhado nos lábios perfeitos. Ele deu dois passos à frente, me medindo de cima a baixo com aqueles olhos verdes esmeralda que pareciam ler até os meus pensamentos mais sujos. — Bom, já que estou aqui... o que vocês estão comendo de gostoso? Eu também quero.

Antes que eu ou o Gael pudéssemos processar o absurdo da situação, o Rocco simplesmente marchou até o nosso pano de piquenique. Sem pedir licença para ninguém, ele empurrou a minha bunda com o quadril para o lado, abrindo espaço, e sentou-se folgadamente bem no meio de nós dois. Ele pegou um dos cocos com drink, deu um gole generoso e suspirou, como se fosse o dono do hotel e depois o entregou na minha mão.

Eu fiquei completamente chocada, estatelada no chão. Na frente dos outros funcionários da empresa, eu até mantinha a pose e tratava ele com o respeito corporativo, mas ali, no meio daquela audácia, a minha vontade era de voar no pescoço dele.

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