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Antes, ela tivera a intenção de fazer o teste de DNA escondida.
Queria jogar o resultado bem na cara de Alípio para calar a boca dele que a insultava e, de quebra, humilhá-lo.
Mas depois, as crianças foram salvas, e ela não quis criar mais problemas, muito menos ter qualquer vínculo com ele.
E ao fazer tal pergunta, ele já estava com a ideia de fazer o teste de paternidade.
Ema imaginou com tristeza uma cena de Alípio roubando as crianças.
Mais terrível ainda, ela imaginou que a madrasta de seus pobres filhos provavelmente seria Helena?!
E que, tão pequenos, eles sofreriam nas mãos de Helena, sendo maltratados, talvez até pior do que ela sofreu na infância com Catarina?
Ema imaginou várias cenas dolorosas, sentindo o peito apertado e amargo.
Ela não se conteve e acrescentou:
— Alípio, dispense o teste de paternidade, não importa. Além disso, eu sei que você não acredita. E mesmo que acredite, nem pense em tirar as crianças de mim. Eu vou protegê-las com a minha vida. Você, Alípio, não vai amá-las! Portanto, tudo isso não tem nada a ver com você!
— O que quer dizer com não ter nada a ver comigo? O que quer dizer com eu não vou amá-las?
Mal Ema terminou de falar, Alípio questionou enquanto caminhava para ficar na frente de Ema.
Ele a olhou com um brilho afiado nos olhos por alguns instantes e disse lentamente:
— Ema, ouça bem. Se eles forem meus, eu, Alípio, não deixarei filhos da família Salazar perdidos por aí. Se o teste der negativo, desta vez... eu vou entrar na sala de cirurgia e assistir você fazer a operação até o fim.
Ao ouvir isso, Ema sentiu um frio na espinafre e até sua respiração ficou difícil.
Lágrimas cristalinas, em apenas alguns segundos, escorreram incontrolavelmente pelo rosto de Ema.

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