As três crianças congelaram por um segundo antes de correr para os braços de Ema.
Uma se agarrou aos braços dela, outra abraçou seu pescoço...
O jeito como os pequenos a apertavam com tanta força deixava claro o quanto estavam magoados.
Ema acariciava os filhos em seu colo enquanto lançava um olhar frio e cortante para as outras pessoas na sala.
A diretora e a professora observavam a cena com apreensão, como se quisessem dizer algo, mas estivessem se segurando.
O olhar de Ema deslizou até Edson e sua esposa.
A mulher, um pouco gordinha, usava roupas, acessórios e maquiagem exagerados. Aparentava ter mais ou menos a mesma idade de Catarina.
Ela fulminava Ema com o olhar, aproveitando para lançar também uma cara feia às crianças.
Quando Ema desviou o olhar, acabou cruzando diretamente com os olhos de Edson.
Que postura era aquela para um homem mais velho que supostamente vinha resolver um conflito infantil?
O jeito como ele a olhava exalava uma malícia descarada. Ema sentiu um asco imediato.
Ela desviou o olhar de volta para os filhos em seus braços, mas, antes que pudesse falar, a voz estridente da esposa de Edson explodiu pela sala:
— Você é a mãe deles? Que tipo de educação você dá aos seus filhos? Três contra o meu menino sozinho? Olha só isso! Olha esses arranhões no braço e no joelho!
Guiada pelo berreiro, Ema olhou na direção da mulher, que sacudia o braço do filho com indignação.
Ao lado dela, Edson tentou intervir:

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