Na manhã seguinte, Ema foi surpreendida por uma visita.
Assim que entrou no estúdio, Hortensia correu até ela:
— Ema, tem uma mulher te esperando na sala de reuniões.
Ema franziu a testa.
— Quem?
Hortensia fez uma expressão complicada.
— A Carina.
Ema ficou imóvel por um segundo.
Não esperava por isso.
— Ela disse o que quer?
— Só que precisa falar com você em particular.
Ema respirou fundo, largou a bolsa sobre a mesa e caminhou em direção à sala de reuniões.
Quando abriu a porta, viu Carina em pé perto da janela, elegantemente vestida, maquiagem impecável, postura composta.
Se não soubesse de nada, qualquer um a tomaria por uma mulher absolutamente segura e no controle.
Carina virou-se assim que ouviu a porta.
— Ema.
Ema entrou e fechou a porta atrás de si.
— O que você quer?
Carina forçou um sorriso discreto.
— Falar com você antes que a situação fique feia.
Ema permaneceu de pé, sem se aproximar mais do que o necessário.
— Então fale.
Carina cruzou as mãos à frente do corpo.
— O Givaldo já sabe.
Ema não demonstrou surpresa.
— Imagino.
Carina respirou fundo.
— Ele não quis me ouvir direito ontem à noite. Estava frio, agressivo, claramente influenciado por alguém.
Os olhos de Ema se tornaram instantaneamente mais frios.
— Influenciado por alguém?
Carina sustentou o olhar dela.
— Por você.
Ema soltou uma risada curta e incrédula.
— Você realmente veio até aqui para me culpar pela sua traição?
Carina apertou os lábios, mas manteve o tom controlado.
— Eu não vim discutir moral. Vim porque você sabe que a situação entre mim e o Givaldo já vinha se arrastando. As coisas não são tão simples quanto parecem.
— Quase nada é simples quando se tenta justificar o injustificável. — respondeu Ema, seca.
Carina ergueu o queixo.
— O Marcelo me ajudou em momentos em que o Givaldo simplesmente não estava presente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos