Ema soltou um suspiro suave. Seus olhos vagaram com uma expressão complexa entre Givaldo e Hortensia antes de ela dizer, em voz baixa:
— Reparei que não mencionam o meu nome. Provavelmente ainda não sabem quem eu sou. Se... formos processá-los por difamação, não acha que o escândalo ficaria ainda maior?
Givaldo também se via num dilema, mas não conseguiu guardar o que pensava:
— Você tem certeza de que isso não vai afetar sua vida daqui para frente? Quando te liguei e pedi para colocar chapéu e máscara, eu temia que quem tirou essas fotos tivesse te seguido ontem e hoje também. Se descobrirem que você trabalha no 'Estúdio Olhar Nobre' e depois investigarem até descobrir que você é a mãe do 'Trio Docinho'... Teoricamente não haveria riscos à sua segurança, mas a sua paz acabaria.
Enquanto Givaldo falava, o celular de Ema recomeçou a tocar sem parar.
Ela rapidamente o colocou no silencioso.
Depois da fala de Givaldo, Ema também pareceu apreensiva. Ela olhou através da porta de vidro em direção ao corredor e murmurou, hesitante:
— E o pessoal lá fora...
Givaldo seguiu o olhar dela e tratou de tranquilizá-la com uma voz calma:
— Não se preocupe com eles. Ninguém vai ter coragem de fofocar na internet, a menos que queira perder o emprego.
Ema assentiu. Aquela confusão repentina quase arruinara seus planos para o dia.
Hoje era o dia de jogar as cartas na mesa com Givaldo. Ela não queria mais esperar...
— Givaldo, volte para sua sala e continue seu trabalho. Depois discutimos sobre essas notícias. Vou apenas retornar algumas ligações e já passo lá. Tenho outro assunto importante para tratar com você.
— Tudo bem. Não esquente a cabeça com isso, não deixe que afete o seu bem-estar. Daqui a pouco conversamos.
Assim que Givaldo saiu, Ema pediu a Hortensia que reunisse todos os documentos dos projetos já finalizados.

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