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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 485

Mas, atrás dela, os passos de Alípio continuavam se aproximando. Em seguida, aquele aroma fresco e familiar flutuou pelo ar e, logo depois, a voz dele soou bem perto de seu ouvido:

— Vá tomar um banho. Há roupas limpas que Marcos trouxe para você ali.

Ema não se moveu e ignorou-o. Apesar de todo o perrengue pelo qual havia passado no dia anterior, ela realmente não tinha conseguido tomar um banho decente.

No entanto, ali, presa em um quarto fechado apenas com ele, não havia a menor chance de ela tomar banho.

Mas, no segundo seguinte, ela sentiu que Alípio havia se sentado na beirada da cama.

Ema tomou um susto, sentou-se num pulo e o repreendeu:

— A sua cama é para lá!

Ela havia se levantado com a intenção de expulsá-lo, mas, ao sentar-se ereta, seu olhar ficou perfeitamente alinhado com o peitoral dele...

Aquele... peitoral desenvolvido que ela só via em vídeos curtos na internet.

Ela também já o tinha visto na noite em que ele ficou bêbado e a tomou, além da vez daquele beijo forçado no Solar do Vale...

As bochechas de Ema esquentaram incontrolavelmente. Ela desviou o olhar rapidamente e disse num tom frio:

— Por favor, vista sua roupa e volte para o seu lado.

Alípio abriu um sorriso de canto e perguntou, com a voz rouca:

— Você pretende passar o resto da vida sozinha? Nunca pensou em encontrar outro homem?

Ema fechou os olhos, exasperada. Já que ele não conseguiu arrancar nada dela com perguntas, e como ela ignorou as conversas sobre o passado, agora ele estava apenas puxando assunto do nada?

— Vou encontrar, sim, mas com certeza não vai ser você. — Ema respondeu friamente, antes de deitar-se de volta num movimento rápido, puxando o cobertor para cobrir a cabeça.

Vendo que Ema não queria assunto, Alípio ficou sentado em silêncio por um instante antes de voltar para o sofá-cama do outro lado.

Durante a noite, ouviam-se passos apressados de vez em quando no corredor. Ema não sabia a que horas havia adormecido, mas acordou com vontade de ir ao banheiro de madrugada.

Ema deixou escapar um grito de repreensão, virou as costas imediatamente e correu para fora do banheiro.

Aquele susto espantou todo o sono de Ema.

Ela correu até a janela e a abriu, dando tapinhas no peito e respirando fundo, na tentativa de usar a brisa fria da noite para acalmar as bochechas que estavam ardendo.

Que homem canalha e sem-vergonha! Como teve a audácia de fazer esse tipo de coisa em um lugar como aquele? Mesmo nunca tendo presenciado isso antes, ela já havia lido sobre o assunto.

O que foi? Depois de tantos anos, ele não encontrou nenhuma outra mulher?

Ou será que ele não teve absolutamente ninguém nesses anos todos?

E como era quando estavam juntos? Antes de Helena aparecer, ela até suspeitava que ele tivesse algum problema físico.

Ema praguejou mentalmente por um bom tempo, quando, de repente, sentiu aquele cheiro fresco e familiar no ar...

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