Durante todo o caminho, Ema parecia ter perdido a alma. Ela deveria saber que não conseguiria esconder nada dele; sempre que ele quisesse saber algo, ele descobriria.
A frieza e a crueldade dele eram exatamente como ela imaginara.
O que fazer? Quando Alípio enlouquecia, ele não respeitava ninguém.
Quando decidiu ficar com os bebês, ela jurou protegê-los. E agora?
Ela não deveria tê-lo provocado. Deveria ter pensado mais nas crianças e ficado o mais longe possível dele.
Quando Ema voltou para a casa de Zenobia, desolada, Samuel estava sentado no sofá da sala, como se a esperasse.
— Samuel, você está bem? — Ema escondeu sua ansiedade, largou a bolsa, trocou os sapatos e foi até ele. — Liguei para você quando saí do restaurante e você não atendeu. Desculpe, Samuel, acabei envolvendo você nisso.
Samuel levantou-se lentamente do sofá e a observou atônito por um momento:
— Estou bem, não se preocupe. Por que você está tão pálida? Ele te intimidou? Aconteceu alguma coisa?
O tom final de Samuel já era de indignação, como se estivesse pronto para sair e acertar as contas com Alípio.
Ema balançou a cabeça e sentou-se no sofá, exausta.
— Não... Ele é assim mesmo, acha que o mundo gira ao redor dele. Se não fosse pelo vovô Diogo...
Samuel sentou-se também e, vendo a pausa de Ema, perguntou com preocupação:
— Se não fosse pelo vovô Diogo, o que você faria?


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