— Amor? Você sabe o que é amor? — Ema caminhou até a parte de trás da escrivaninha enquanto falava e se sentou. Cruzou os braços sobre o peito, e sua voz voltou a ficar calma. — Para retribuir o fato de você ter me salvado, eu vou resolver a questão daquele desgraçado do Edson e garantir que você não vá para a cadeia. Fora isso, não existe mais nada entre nós.
Ema havia pensado muito sobre o assunto; se fosse para intervir, era melhor ser direta, em vez de deixá-lo acreditar que ela estava com pena dele.
Alípio caminhou lentamente até a mesa, e sua voz suavizou quando disse:
— Não se preocupe com isso. Ele não vai ter coragem.
Ema rebateu:
— Você tem tanta certeza de que ele não vai ter coragem, mas e a esposa dele?
Alípio respondeu com indiferença:
— Se ela pensar no próprio filho, também não vai fazer nada.
Ema não queria mais discutir com ele. O que ele dizia fazia sentido, mas a realidade era que Cláudia havia ajudado Ema, e ela não podia simplesmente ignorar isso.
Um momento depois, Ema mudou de assunto e perguntou:
— Helena entrou em contato com você?
Alípio balançou a cabeça e puxou uma cadeira para se sentar:
— Por que essa pergunta, de repente? Quer saber do colar?
Ema ficou um pouco surpresa. Desde quando ele sabia conversar assim?
Ele evitou completamente aquele tipo de resposta que ela odiava, como insinuar que ela ainda estava com ciúme ou algo do tipo.
Ema respondeu secamente:
— Sim. Quero saber qual é a diferença entre o dela e o meu.
Alípio franziu levemente a testa e perguntou:


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