Ema lançou-lhe um olhar sereno, avaliando-a calmamente. Ela ainda tinha a aparência de uma garota dócil e comportada. Como alguém assim podia ser tão maliciosa a ponto de machucar os outros daquela maneira?
Antes mesmo que Ema pudesse dizer qualquer coisa, Fernanda começou a tirar a roupa lentamente.
Essa atitude fez Alípio se levantar de imediato. Ele queria sair do quarto, mas, temendo que Fernanda pudesse tentar algo contra Ema, caminhou a passos largos até a área de estar da suíte e sentou-se no sofá, de costas para as duas.
Ema, por sua vez, também estava extremamente confusa com a cena, mas Fernanda rapidamente tirou a roupa, ficando apenas de regata e shorts.
— Sra. Pacheco, olhe isto.
Fernanda virou o rosto para o próprio ombro enquanto as lágrimas começavam a escorrer.
Ema percorreu com os olhos o corpo dela, tirou a toalha da testa em choque e se levantou.
Ema aproximou-se de Fernanda em passos lentos. Na pele dela, exceto pelas áreas que as roupas normalmente deixavam à mostra, havia inúmeras marcas de beliscões recentes e antigos, e até mesmo marcas de mordidas.
Aqueles tons arroxeados e escuros se destacavam de forma gritante e dolorosa em sua pele clara, causando angústia só de olhar.
Era difícil para Ema imaginar a dor e o pavor que Fernanda devia ter sentido ao passar por tudo aquilo.

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