O rosto de Cláudia empalideceu um pouco. Ela alisou a toalha da mesa, ficou em silêncio por um instante e então perguntou com cautela:
— Você e aquele Sr. Amorim se divorciaram?
— Sim, nos divorciamos — respondeu Ema prontamente.
Cláudia assentiu:
— Não é à toa que, ultimamente, quem vai buscar as crianças é a empregada da sua casa ou você mesma.
Depois disso, suspirou e continuou:
— Eu não sou jovem como você, nem tenho a sua beleza. Construí a empresa com aquele desgraçado do Edson com muito esforço, juntando as nossas economias. E agora... perdemos tudo. Como meu pobre filho vai viver daqui para a frente?
Enquanto falava, Cláudia começou a chorar amargamente.
Ema não a interrompeu; apenas lhe lançou um lenço de papel.
Quando Cláudia terminou de chorar, Ema falou friamente:
— Qual é a sua condição e o que você quer em troca? Fale logo. Meu trabalho consome muito tempo, e imagino que você também tenha uma infinidade de problemas para resolver.
Cláudia enxugou as últimas lágrimas e disse com a voz rouca:
— Você... deixe-me ver seu colar primeiro.
Sem dizer nada, Ema tirou o colar e o entregou a ela.
Cláudia esfregou a peça repetidamente entre os dedos, murmurando para si mesma:
— Sim... é exatamente o colar de que eu me lembrava.
Ela devolveu o colar a Ema e disse com seriedade:


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