O homem assentiu levemente:
— Nosso senhor não está em casa. No entanto, a senhora está. Aguardem um instante, vou avisá-la.
Dizendo isso, o homem não fechou a porta, apenas seguiu em direção à casa principal.
Enquanto isso, Ema e Zenobia ficaram completamente chocadas. Aquele era mesmo o lar de Givaldo.
Ema agarrou a mão de Zenobia, tão nervosa que começou a gaguejar:
— Zenobia, meu coração está quase saindo pela boca! Se ela realmente for... for minha mãe, eu...
Zenobia apertou a mão de Ema em resposta e tentou tranquilizá-la:
— Eu estou com você, não fica nervosa. Vamos avaliar a situação. Ainda não temos cem por cento de certeza, tenta respirar.
Logo depois, Zenobia sussurrou no ouvido de Ema:
— Daqui a pouco, se ela convidar a gente para entrar, arranja uma desculpa para ir ao banheiro. Pega uma escova de dentes, uns fios de cabelo... enfim, leva tudo o que conseguir, entendeu?
Ema assentiu, atônita.
Não demorou muito para que o homem voltasse, mantendo o tom respeitoso:
— Senhoritas, a minha senhora convida as duas a entrar.
— Obrigada — responderam Ema e Zenobia em uníssono, com polidez.
Enquanto caminhavam em direção à casa principal, Ema perguntou, ainda preocupada:
— Zenobia, a gente veio como colega dele, mas não trouxe nem um presente. O que vamos dizer daqui a pouco?
Zenobia analisou a mansão de estilo clássico à sua frente e respondeu sem demonstrar nervosismo:
— Diz que a gente acabou de voltar ao país, perdeu o contato e só sabia que ele morava aqui. Simples assim. Ah, e ajeita o botão da gola, não deixa o colar à mostra.
— Ah, tá bom.
As duas chegaram à sala principal. Depois de duas empregadas as receberem educadamente e pedirem que se sentassem, logo trouxeram alguns bolinhos e chá.
Ema observou a decoração clássica, cheia de história, e gostou muito.


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