Alípio respondeu:
— Ela estava me implorando para interceder por ela.
Ema franziu a testa:
— Só isso?
Alípio assentiu.
Ema não viu nenhum sinal de mentira em seus olhos, então não perguntou mais nada. Sentiu-se um pouco mais aliviada. Apenas abriu a porta do carro e entrou.
Ao ver que Alípio também estava prestes a abrir a porta, Givaldo o puxou para o lado e avisou:
— Eu mesmo vou levá-la para casa. Não é assim que se conquista uma mulher.
Alípio olhou para trás e não teve escolha a não ser desistir. Em seguida, perguntou a Givaldo:
— Você já marcou com o Fidel?
Givaldo assentiu, com expressão melancólica:
— Sobre o meu pai, eu já contei tudo por videochamada. Amanhã à noite, depois que Ema se encontrar com ele a sós, quero marcar uma reunião para a noite seguinte. Vai ser lá em casa. Ah... já estou prevendo outra tortura.
Alípio deu um tapinha no ombro dele:
— Embora Amanda seja inocente, o fato é que ela desfrutou de tudo o que pertencia à Ema durante todos esses anos. Em outras palavras, isso é uma devolução. Eu não tenho o direito de me meter nos assuntos da sua família, mas proteja bem a Ema. Ela já sofreu injustiças demais. Quando isso passar, nós vamos discutir uma estratégia contra a família Pacheco.
Depois de dizer isso, Alípio foi embora sem olhar para trás.
Givaldo fumou um cigarro e, depois de se acalmar um pouco, voltou para o carro.
Ema perguntou de imediato:
— Sobre o que vocês conversaram? Foi sobre a Thaísa?
Givaldo foi até a cozinha, trouxe bebidas e frutas que os empregados tinham deixado preparadas antes e, em seguida, colocou sobre a mesa, um por um, todos os documentos comprobatórios, dizendo educadamente:
— Sr. Ribeiro, Sra. Ribeiro, acho melhor vocês falarem.
Amanda, que estava sentada ao lado de Marisa o tempo inteiro, observava aquela cena com o coração cheio de dúvidas. Ainda mais ao ver aquele casal desconhecido de meia-idade que, desde que entrou, não parava de encará-la.
Além disso, os olhos dos dois brilhavam com lágrimas, transmitindo tristeza e alegria ao mesmo tempo, o que a deixou completamente confusa.
Ao ouvir as palavras do Givaldo, ela ficou involuntariamente nervosa e, adiantando-se, pegou os documentos sobre a mesa e começou a folheá-los.
Alguns minutos depois, com as mãos trêmulas, ela olhou para Emerson Amorim e Marisa:
— Pai? Mãe? O que é isso?! O que está acontecendo?!
Enquanto falava, Amanda começou a chorar convulsivamente:
— Eu não acredito, não acredito que isso seja verdade! Como uma coisa tão absurda pode acontecer comigo?! Esta é a minha casa, vocês são os meus pais!

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