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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 647

Em casa, não eram apenas seus pais que o esperavam. Seu avô, Diogo Salazar, também tinha retornado.

Alípio sentou-se diretamente no sofá à frente deles. Ao notar a expressão sombria no rosto de cada um, não demonstrou surpresa.

Antes de iniciar a transmissão ao vivo naquele dia, ele já havia previsto o que enfrentaria depois.

Conseguia até imaginar com bastante precisão o nível de fúria estampado no rosto de cada um ali.

— Levante-se! Quem te deu permissão para sentar? Você ainda tem a cara de pau de se sentar?! — Diogo repreendeu severamente, batendo a bengala com força no chão.

Alípio apertou os lábios e se levantou do sofá:

— Vô, não fique nervoso, ou vai acabar prejudicando a sua saúde.

Diogo continuou a bronca:

— Então você ainda sabe se preocupar com a saúde do seu avô?! Seu moleque insolente, isso é praticamente uma rebelião!

Alípio pigarreou e brincou:

— Vô, me xingando desse jeito, o senhor não está xingando a própria linhagem?

— Ah, seu moleque atrevido, veja se eu não quebro as suas pernas! — Dito isso, Diogo levantou a mão e deu um tapa na direção das nádegas de Alípio.

Alípio não se mexeu, deixando que o avô o acertasse.

Mas, no segundo seguinte, Glória começou a soluçar, e o som do choro ecoou pela sala inteira.

Diogo também parou de bater e xingar, soltando um suspiro pesado. Alípio apressou-se em ajudá-lo a se sentar, mas foi afastado bruscamente pelo avô, que lhe lançou um olhar cortante.

Glória, enxugando as lágrimas, lamentou:

— Eu não sei que pecado cometi para ter um filho tão desobediente. Tenho dois netos e uma neta que já estão até na creche, e eu sequer os conheci pessoalmente.

Alípio continuou tentando acalmar a situação:

— Mãe, a gente não pode agir de forma precipitada. Me dê um pouco de tempo.

Ao lado, Diogo soltou outro suspiro:

— Alípio, a culpa disso tudo é sua, o erro foi todo seu. Se você não tivesse sido tão teimoso e orgulhoso naquela época, se tivesse me escutado, não teria feito a Ema ir embora de tanta raiva.

Ao dizer isso, Diogo enxugou uma lágrima, com o olhar cheio de compaixão:

— Minha pobre Ema. O quanto ela deve ter sofrido criando aquelas crianças sozinha. Ela também deve guardar mágoa de mim, senão, já que não foi ela quem se jogou no mar, por que se esconderia de mim? E por tantos anos...

Diogo lamentou emocionado por um longo tempo e, em seguida, elevou novamente o tom de voz:

— Seu moleque, nem que precise implorar de joelhos, você tem que trazer a Ema de volta! Você arruinou a reputação daquela moça e a deixou passar por tudo isso lá fora, cuidando de várias crianças sozinha. Você...

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