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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 793

Depois de dizer isso, Ema percebeu que a expressão triste de Marisa agora também carregava um traço de surpresa. Então continuou:

— Mãe, eu já tinha te falado antes: quando me divorciei do Alípio, não fiquei com um centavo dele. As pessoas que me conhecem dizem que eu sou boba, mas não sou. Eu só quero paz e sossego. E com a família Amorim é a mesma coisa. Por favor, diga isso ao meu pai e ao meu irmão. Essa é a minha decisão definitiva, já pensei muito sobre o assunto.

Marisa, tomada por uma mistura de emoções, perguntou com a voz embargada:

— Você vai recusar o dinheiro que é seu por direito? O patrimônio da família Amorim não é pouca coisa.

Ema assentiu:

— Mãe, eu já passei por muita coisa. Estou exausta. Para mim, o mais importante é viver em paz e criar meus filhos da melhor forma possível. Bom, o almoço já deve estar quase saindo. Eu vou indo.

Dito isso, Ema deu tapinhas reconfortantes no braço de Marisa e chamou as crianças.

Ema tinha acabado de chegar à porta principal com os filhos quando foi vista pelo avô, que vinha saindo.

Ele caminhou em direção a ela com passos vacilantes, chamando:

— Ema! Ema, aonde você vai?

Ao ouvir o chamado, Ema parou, abriu um sorriso gentil e respondeu:

— Vô, vou levar as crianças para casa. Está ventando muito aqui fora, é melhor o senhor voltar para dentro.

— Ir embora? — O Sr. Diogo franziu a testa. — O almoço está quase pronto, por que você vai embora? Hoje é o aniversário da sua avó. Vamos, entre com o vovô.

Ema olhou para a expressão bondosa e acolhedora dele. Aquela sensação inevitavelmente a fez lembrar do carinho que sempre quis receber de um avô.

Mas a atitude da avó, por outro lado, a deixava extremamente desconfortável.

— Obrigada, vô, mas não vai dar. — Ema respondeu em voz suave. — As crianças são muito pequenas, não se dão bem em lugares cheios. Venho visitar vocês daqui a uns dias.

Os pequenos olhavam para cima, acompanhando a conversa. Concordavam com a cabeça com tudo o que a mãe dizia.

— Vô, as crianças não estão acostumadas com o ambiente. Deixe que elas voltem por enquanto. Com o tempo, vão vir mais vezes e se acostumar.

Emerson concordou, com o cenho franzido.

O Sr. Diogo finalmente suspirou e cedeu:

— Está bem, então. Dirija com cuidado na volta.

— Tá bom, vô. Outro dia eu venho te visitar.

Givaldo ajudou a levar as crianças e acompanhou Ema até o carro.

— Mano, volte logo para lá, eu já vou indo.

— Ema. — Givaldo se apoiou na janela do carro, com uma expressão desanimada, e perguntou: — A vovó te disse alguma coisa?

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