Osvaldo observou as costas de Ema e Zenobia se afastando, sentindo as pernas tão fracas que quase caiu no chão.
Seu coração estava cheio de medo e arrependimento. Seu rosto ficou pálido em um instante, e grandes gotas de suor escorreram de sua testa.
Ele nunca imaginou que as coisas chegassem a um ponto tão crítico.
A mente de Osvaldo estava um caos total; ele não sabia como lidar com a situação. Pensou em fugir, mas sabia que era impossível.
Suas mãos tremiam sem parar e seus olhos transbordavam desespero. Era como se ele já estivesse vendo a cena em que a polícia o levava algemado, e os longos anos que passaria na prisão.
Ele se apoiou no balcão de vidro sem forças, com o olhar vazio focado no horizonte. Muito tempo depois, ele correu para o seu escritório e ligou para Amanda. Após relatar tudo o que acabara de acontecer, implorou desesperado:
— Senhora Amorim, você tem que me salvar, o que eu faço agora...
Do outro lado da linha, Amanda se surpreendeu primeiro, mas depois soltou um bufo frio. Pelo visto, aquela Ema não era tão burra assim para perceber tão rápido que o problema estava com Osvaldo.
Em seguida, ela disse friamente:
— As gravações foram apagadas, do que você tem medo? Está claro que ela só estava blefando para arrancar a verdade. E pensar que você é um veterano no comércio. Basta você negar até a morte, não é?
— Mas... e se ela chamar a polícia e eles nos pedirem as imagens das câmeras de segurança? — perguntou Osvaldo, apreensivo.
Amanda respondeu com desdém:
— Como eu fui arranjar alguém tão idiota para trabalhar para mim? Por acaso você é o gerente da sala de segurança? O que o sumiço das gravações tem a ver com você? Já conseguiu raciocinar?
Osvaldo disse, ainda preocupado:
— Mas ela disse que sabe quem eu mandei apagar, ela já sabe que as imagens foram deletadas.
Amanda perdeu a paciência:
— Você acha que, se ela tivesse alguma prova, iria procurar você em vez de ir direto à polícia? Será que você não consegue usar a cabeça um pouquinho?
Enquanto isso, Ema e Zenobia já haviam retornado ao carro no estacionamento subterrâneo do shopping.
Zenobia bateu palmas:
— Muito bem, Ema, você deu um show agora há pouco. Baseada nos meus anos de experiência lidando com pessoas, posso lhe dizer com certeza que aquele sujeito esconde alguma coisa.
Elas haviam combinado isso a caminho de lá: Ema arranjaria confusão e blefaria com Osvaldo, enquanto Zenobia ficaria encarregada de observar as mudanças na expressão do gerente.
— Ufa, eu também estava bem nervosa agora há pouco, nunca tinha feito isso. — Ema deu um sorriso amarelo. — Eu também acho que ele tem culpa, mas agora só rezo para que isso não tenha nada a ver com a Amanda.
Zenobia fez uma expressão de desdém:
— Qual é, eu te digo: pela sua descrição de tudo o que aconteceu e pela minha intuição, não tem como ela não estar envolvida.
Ema franziu a testa, sem saber o que dizer.

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