Ema não lhe deu trela e disse com palavras afiadas:
— Eu também já fui pobre e muitas vezes não tinha nem o que comer, mas eu sempre andei na linha e fiz as coisas do jeito certo. O seu gerente tem razão, ser pobre não é desculpa. Além disso, quando te perguntei no começo, você disse alguma coisa? Você olhou para os meus homens, ficou com medo e então cedeu. Se tudo isso não tivesse sido descoberto, você teria esse arrependimento? Não teria! Desta vez o Osvaldo te mandou apagar o vídeo, da próxima vez o Sr. Barreiros te mandará roubar as chaves. Resumindo, se ninguém descobrir, você não sentirá a mínima culpa e muito menos confessará!
Ouvindo as palavras de Ema, o homem foi perdendo o medo e seus olhos se arregalaram de raiva. Justo quando ele estava prestes a atacar Ema, o guarda-costas ágil o conteve firmemente.
Ema respirou fundo e disse com a voz fria:
— Parece que eu peguei leve com as palavras...
A expressão de Ivan escureceu, e ele deu um chute no homem. Logo depois, olhou para Ema e disse de forma gentil:
— Sra. Pacheco, não vale a pena se estressar por alguém assim. Deixe-o aqui, eu vou lidar com ele de acordo com as regras da empresa e depois vou mandá-lo para a delegacia.
— Muito obrigada, Ivan. — Ema agradeceu educadamente.
Ivan assentiu levemente:
— Sra. Pacheco, não há de quê. Graças à senhora e à Sra. Duarte, senão eu nunca teria percebido as armações do Osvaldo. Ai... tão calculista, com certeza não é a primeira vez.
Ema franziu a testa levemente e não disse mais nada.
Após algumas trocas de gentilezas, ela e Zenobia saíram com alguns guarda-costas.
Ema disse suavemente:
— Vou voltar para a garagem primeiro. Vocês deem um jeito de trazer o Osvaldo aqui agora mesmo. Enganem-no, amarrem-no, o que for. Mas sejam rápidos.
— Sim, Sra. Pacheco. — Os guarda-costas assentiram com respeito.
Ema e Zenobia chegaram à garagem, e Zenobia ergueu uma sobrancelha, dizendo:
— Eu achei que, como o cara implorou para você, você o ajudaria. Ele falou de um jeito bem comovente.
Ema acariciou o gravador de voz e suspirou levemente:
— Ele já confessou tudo, agora é a sua vez.
Osvaldo estava suando frio, mas tentou ao máximo manter o resto de sua compostura e negou categoricamente:
— Vocês o forçaram, forçaram ele a me caluniar.
— Forçar?! Eu não tenho o dia todo para brincadeiras! — Um dos guarda-costas o agarrou pelo colarinho na parte de trás da nuca e ordenou friamente:
— O meu tempo é valioso, e a minha paciência é curta. Você quer cuspir os próprios dentes antes de confessar? Fala!!!
Osvaldo ergueu as mãos, apavorado:
— Não, não batam. Eu... você... me solta primeiro.
O guarda-costas o empurrou com força. Osvaldo cambaleou, bateu na parede e caiu no chão. Logo em seguida, ele se levantou rapidamente, tirou do bolso uma pequena bolsa de veludo com as mãos trêmulas e entregou a Ema:
— Des... desculpe, eu só tive um momento de ganância. Eu vou devolver para você, por favor, não chame a polícia, não me bata, tudo bem?

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