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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 9

Não se sabe quanto tempo se passou até que Ema abrisse os olhos lentamente.

Em sua visão, havia um quarto em tons de cinza e preto. Os lençóis também eram cinza.

Da roupa de cama, emanava o cheiro familiar dele.

Ema olhou ao redor por um momento e, assim que tentou se levantar, a porta do quarto foi empurrada por fora.

A figura alta de Alípio parou na entrada por alguns segundos antes de caminhar com suas pernas longas até a beira da cama.

— Desculpe por bagunçar sua cama.

Ema falou com um tom excepcionalmente distante, enquanto tentava sair da cama apressadamente.

Mas, no segundo seguinte, Alípio curvou-se, pegou-a no colo e a colocou de volta na cama.

— Esta é minha sala de descanso. Fique deitada, o médico chegará em breve.

Dito isso, ele jogou um chocolate que estava na mesa de cabeceira para ela:

— Coma isso.

Embora suas palavras fossem breves, a voz não tinha mais a frieza de antes; ao contrário, havia um leve traço de gentileza.

Ema olhou para o chocolate e, de repente, lembrou-se de que ele dissera que o médico viria. Seus nervos ficaram tensos imediatamente.

Ela perguntou apressada:

— Por quanto tempo fiquei desacordada?

Alípio respondeu indiferente:

— Meia hora.

— Bom, eu já estou bem, preciso ir.

Ema disse isso tentando sair da cama novamente.

Ela desmaiara provavelmente porque não comera nada de manhã e ainda tirara sangue para fazer uma série de exames.

Alípio chamara um médico. Ela não sabia que tipo de exames ele faria.

Se o médico a examinasse detalhadamente, descobriria a gravidez.

Não podia ser. Eles iam se divorciar.

Com o estilo de agir de Alípio, era muito provável que ele a fizesse tirar o bebê.

E mesmo que não fizesse, ele esperaria a criança nascer para tirar a guarda dela!

Ema controlou suas emoções, mudou de assunto e disse calmamente:

— Acredite ou não, eu assinei os papéis. As ações de outras pessoas não têm relação comigo.

Ao terminar de falar, Ema já havia calçado os sapatos.

Quando ela passou por Alípio, a mão grande dele agarrou seu braço:

— Eu permiti que você fosse embora? Quem te ensinou a ser tão cruel com Helena?

Ema mordeu o lábio, contendo a tristeza em seu coração.

Mesmo depois de ela desmaiar e acordar, ele não havia esquecido o que ela dissera a Helena.

Ema soltou-se bruscamente dele, ergueu a cabeça para encará-lo e aumentou o tom de voz:

— Alípio! Você quer que eu me ajoelhe e beije os pés de Helena?!

— Você não se esqueça, nossos papéis ainda não foram assinados. O vovô Diogo está apenas em coma, ele ainda não partiu! Está com tanta pressa assim de se livrar de mim?

— Esse último ano deve ter sido muito sofrido para você, não é? Cansou de correr para os Estados Unidos para passar noites de prazer com a Helena e finalmente decidiu trazê-la para o Brasil para o reencontro?

— Se eu estiver de bom humor, abro espaço para vocês. Se não estiver, cuidado, pois posso muito bem não aparecer no Cartório! Vou deixar vocês, casal de adúlteros sem vergonha, mofarem esperando!

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